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Tic tac! Tic tac!

por 8 de Março de 2019Os textos do Damas0 Comentários

Notícia atrás de notícia, com credores a exigirem a insolvência da Sporting SAD, deparamo-nos com um paradoxo existencial no que toca ao tempo que precisamos… e ao que pretendemos. Se por um lado muitos de nós preferiam adormecer e acordar já em Junho olhando apenas para mais um registo "apenas" bom (isto aproveitando uma boa resposta na meia final da Taça e consequente vitória no Jamor) também este tempo está contra nós, com dossiês a necessitar de intervenção imediata, para ontem.

A negociação com o fundo Apollo poderá trazer 65 milhões para os cofres de Alvalade podendo assim ajudar a liquidar os cerca de 24,3 M€ que devemos a empresas e empresários. Incluídos neste bolo estão 2,7 M€ de dívida global à Stellar Group (intermediário da transferência de Diaby do Brugge) e à Positionumber (representante de Bruno Fernandes) todavia, o total a pagamento atingirá os 29,9 M€ a dever a outros clubes fazendo com que o Vitória Sport Clube tivesse já pedido a insolvência da nossa SAD.

Ao que deu já a entender, esta direção continua de olhos postos no futuro dando a entender que a manta está demasiado curta neste inferno de presente. Ora tapamos a cabeça, ora tapamos os pés. Chegam 10 ataques... respondem-se a 2 ou 3. Uma unidade de performance, reforço na qualidade dos olheiros e update na Academia estão já a ser trabalhados. Apenas veremos os seus resultados num cenário que esperemos que seja próximo.

Monitorizar a condição física dos jogadores através de parâmetros pré-definidos no início da época poderá ajudar a reduzir a propagação de lesões que é mais saliente na segunda metade da temporada. Ter uma identidade de equipa que muda de jornada para jornada é apenas uma não identidade que jamais servirá de base a uma mentalidade vencedora. Chegar a Março com um grande rol de jogadores que apenas se conhecem há umas semanas é o principal fator da oscilação de exibições e, consequentemente, de resultados. Pensar que as modalidades são uma despesa é errado. Se no ano passado Portugal foi nosso a Europa está agora a convergir no mesmo caminho. Um exemplo para o futebol, um investimento para o clube! No fundo... um indispensável modelo de negócio.

Resta agora desfrutar o ainda desfrutável. Os jogos de bastidores terão de ser resolvidos em gabinetes privados e as facções que dividem o nosso seio entre os que ficam e os que receberam ordem de expulsão terão de ser apaziguados. O todo é maior que a soma das partes. Não iremos a lado nenhum com o isolamento dessas partes.