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Outro cabaz de Natal

por 17 de Dezembro de 2018Os textos do Damas0 Comentários

Toda a gente tem um plano até levar um soco na cara. Outrora celebrizada por Mike Tyson esta expressão tem muito que se lhe diga num qualquer planeta além do boxe. Keizer chegou! Keizer sofreu! Keizer venceu! Têm sido as batalhas até agora o mote para fazer jus a uma sobriedade holandesa que, nem a todos, tem custado a digerir.

Tinha-se visto já na recepção ao Aves que qualquer treinador quer destronar um invasor não português na nossa liga. Desde o boom Mourinho que temos exportado vários técnicos para outros campeonatos com resultados francamente satisfatórios. É pois, natural, que os Josés Motas se sintam ameaçados pelas vagas dos clubes maiores do que o que algum dia ele mesmo possa conseguir optem por “cérebros” não destrutivos do futebol, o que pode deixar de fazer com que Portugal tenha o tempo de jogo útil mais miserável de todas as principais ligas europeias.

Mas, se o antigo detentor do boné da JPA do Paços, que tanto defende que se percam 4 minutos de VAR por tudo e por nada quando se encontra a vencer no nosso estádio, num modo amnésico ao golo de Ronny com a mao em Alvalade a 17/09/2006, ainda hoje acredita que poderia ter ganho há uma semana há que realçar também quem se destaca por limpar uma imagem pobre com um futebol atrativo e sem clichés à tuga pela derrota. Costinha, já hoje, por cima do resultado deixou soluções de ataque no aquecimento. Falou no final da mentalidade do adversário para dar a volta e… zero desculpas. É assim que se faz Mota!

E qual é a mítica figura que, quando se enerva, fica verde e esmaga tudo?! Um Sporting Clube de Portugal ambicioso que se tem visto mas que também tem tido antagonismos de euforias dos finais de primeira parte para as segundas. Dos assobios de más entradas em jogo às explosões das reviravoltas uma coisa é certa. Não mais estaremos a perder com a ligeira sensação de que nada poderemos fazer para sair por cima. Isto claro, com os pés assentes na terra não fosse o assunto ser apenas uma ligeireza chamada futebol!

Contudo, poderemos e seremos mais fortes. Há que reforçar setores no nosso futebol, quer sejam nas laterais, no meio campo altamente condicionado pelas lesões ou no ataque quando o salvador Dost não puder contribuir, sem que se mascare a identidade da equipa. Acabe-se com defender vantagens mínimas aos 60 min e com as estrias no coração. Volto a dizer que temos de ter os pés assentes no chão mas tenham medo de nós. Pior! Tenham medo do Sporting que poderá estar aí para chegar…