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Amor ao nosso Clube

por 28 de Janeiro de 2018À saída do estádio0 Comentários

Ser Sportinguista é saber sofrer e aprender a viver com a ansiedade. Para um Sportinguista vencer é um verbo a que damos o dobro, o triplo, o quádruplo do valor. Pode ser a taça da carica ou a taça do selo, mas é um troféu, e o Sporting está sedento deles.

Hoje poderia ser mais um dia de viagem normal, cachecol no pescoço, coração cheio, e a preocupação inerente de quem já sabe que o Sporting me vai sempre fazer exasperar. E assim foi, a sina do costume. Dar aquela parte de avanço, tentar recuperar o prejuízo, e num misto de crer e querer, acontece magia.

Eu não vejo penalties. Não consigo.

E hoje assim foi. Saí das bancadas ainda o apito final não tinha soado. Encostei-me no fundo dos corredores de acesso, sentada no chão, capuz para cima, dedos nos ouvidos e a trautear Blackbird dos Beatles em loop. Quando me apercebi que já estava caiu-me a ficha: faz 11 anos hoje que o meu pai morreu. Faz 11 anos que não celebro golos ou taças com o meu pai. Vou para o corredor de acesso vejo os cachecóis no ar, vejo os abraços, os pais com os filhos às cavalitas, e sorrio: não fazia sentido o meu pai não me educar com este amor por este Clube.

 

Rugido de uma Leoa