sf

Do Impossível à Realidade

por 5 de Setembro de 2017Os textos do Damas0 Comentários

13 anos é muito tempo. Demasiado tempo para uma grande potência do desporto nacional não ter a sua própria casa. Como foi possível ter chegado até aqui? A pergunta que nos assaltou a alma durante tantos anos foi perdendo a necessidade de ser justificada. Em Janeiro de 2004, o Sr. Roquette, pessoa de ideias mirabolantes, obrigou-nos a dizer adeus ao nosso pavilhão. Um adeus complicado, diga-se em abono da verdade. Quem teve o prazer de lá estar recordar-se-á da mística daquele vulcão verde carregado de fervor leonino, palco de tantas e várias conquistas em diferentes modalidades. 

A “Nave” ia ser destruída e isso, na altura, foi uma facada que provocou um golpe profundo na história do ecletismo do Sporting. Como podia um dos clubes mais ecléticos do mundo deixar de ter um pavilhão? Daí para cá, todos sabemos o que aconteceu. Vários presidentes, várias ideias, muitos projectos, mas como se diz na giría: Era tudo de boca.

Em 13 anos o Sporting andou com a casa às costas e os verdadeiros dias de Sporting dissiparam-se no tempo. Era praticamente impossível estar no Entrocamento e poucas horas depois em Loures. Era quase impossível assistir a um jogo em Mafra e passado poucas horas estar em Almada.  Foi algo que tentei mas cedo percebi que se tratava de uma tarefa hercúlea.

Apesar de tudo o Sporting continuou a somar conquistas e troféus nas diferentes modalidades. O Clube teve a sagacidade e o engenho para, ao longo destes anos, ter escolhido os melhores dirigentes/treinadores/jogadores para as diferentes modalidades e a sorte de poder contar com a força dos seus adeptos que fizeram os possíveis e impossíveis para dizer presente na hora de apoiar.

Bruno de Carvalho foi o presidente que se chegou à frente. Prometeu que o Sporting e os seus adeptos iam ter um pavilhão, e cumpriu. É certo que contou com a ajuda e com o esforço de todos os amantes do ecletismo leonino, mas a promessa não caiu em saco roto e a ideia passou do papel para a realidade. O Sporting vai ter uma nova casa e há mérito do nosso presidente nesta novo pedaço de história do Clube.

Hoje, o meu coração encheu-se de orgulho quando se apercebeu que o seu Sporting está a 24 horas de voltar a pisar o nosso novo pavilhão, a nossa nova casa, o nosso novo palco de conquistas. O pavilhão João Rocha está a 24 horas de ser estreado pelo campeão nacional de Andebol, está a poucos dias de receber o campeão nacional de Futsal, está pronto para receber as mais importantes competições europeias do Hóquei, Andebol e Futsal. O Pavilhão João Rocha está pronto para dar continuidade à forte expressão eclética do Sporting Clube de Portugal. Expressão essa que só está ao alcance dos maiores clubes da Europa.

Passado 13 anos o impossível virou realidade. Agora é tempo de voltar a casa e conquistar tanto ao mais no Pavilhão João Rocha como aquilo que se conquistou na nave de Alvalade.

Há alguém capaz de não se sentir orgulhoso desta nova casa? O Sporting está vivo! E bem vivo!