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Sonhos exequíveis, consequências previsíveis

por 16 de Maio de 2017O Sporting lá fora, Os textos do Damas0 Comentários

O facebook explicou. Por uma última vez. O Presidente Bruno de Carvalho terminou a ligação social com vista a combater as ambiguidades que existiam anteriormente e foram outras tantas, formadas pós-comunicados, que acabaram por entornar o caldo da notícia real, das boas novas imparciais, da visão comum.
E agora Sporting?!

Andei demasiado tempo afastado das letras. Por culpa do meio termo, da dúvida, da opinião alheia. Combustíveis impróprios para criar “mais divisão” no universo sportinguista. Não era propriamente a hora de retomar a cem por cento o rumo, contudo, visionei uma obrigação pessoal para comigo próprio que é falar desta paixão de nascença. O Sporting Clube de Portugal.

Perceber o ponto de vista do nosso presidente é (agora) fácil. Se somos severos com os atletas metade da plateia levanta-se a pedir contenção pública. Se damos palmadinhas nas costas e distribuímos estampas que digam “Para o ano é que é!” a outra metade tem espasmos por se ser demasiado brando. Onde está então o meio termo? O que é a glória de um clube afinal?

Ver contratações de defesas direitos que foram bons negócios para o anterior clube, do filho do Bebeto que apenas tem 2 golos registados em vídeo nesta época ou até opinar da curva descendente do Fábio Coentrão nesta fase da carreira pode ser fácil. Saber que Piccini não é totalmente igual ao Ezequiel, que Matheus Oliveira trará rendimento ao seu pé esquerdo face às defensivas adversárias ou que um experiente defesa esquerdo irá fazer cruzamentos sem que a bola acabe no fosso do estádio… é impossível. Podemos sim acreditar no projeto.

A época foi má. Péssima mesmo! Ficar em terceiro lugar em 2016/2017 até dá (ainda) acesso a uma pré-eliminatória da liga milionária, mesmo sabendo que o nosso historial nos coloca raras hipóteses de ser cabeça de sorteio bastando olhar para os principais campeonatos que vão “oferecer” peixe graúdo com força. Talvez puxando um bocadinho mais por nós a nível europeu nesta última temporada. Talvez.

Contratações em saco roto na última época? Algumas. Será que no próximo ano existirão alturas de olhar para todos os reforços e pensar que há ali uma ou outra menos boa decisão? Como em todo o lado. O lema está em agarrar nas coisas más da vida e seguir em frente caso contrário, que hipóteses temos? A direção já assumiu o Mea Culpa. Preferível essa posição a ter de comer com areia nos olhos.
Quem nos dera que venham 10 Castaignos e outros tantos Bas Dost para o ano. No final metade pode nem ter rendido que ficaremos felizes. Confiança.