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Quid Pro Quo dos números

por 11 de Janeiro de 2017O Sporting lá fora, Os textos do Damas0 Comentários

Se o tónico é o de que ataques ganham jogos e defesas campeonatos sabemos de antemão que há aqui um padrão no que toca a números. Na curiosidade por tentar perceber as diferenças dos 3 grandes na relação da causa do que fazem para a consequência do que obtêm uma pequena análise das médias, excluindo as que são mais ou menos similares, foi feita para obter a melhor conclusão possível da tabela classificativa. Acaba por não existir uma expressão do tipo “Ah… então é por isto!” já que apenas alguns detalhes especializam o tipo de jogo verde, azul ou encarnado, todavia os dados tirados do site www.whoscored.com à data de hoje podem ajudar a clarificar alguma coisa mais.

Na parte ofensiva, relativamente às trocas de bola, verificamos algumas diferenças que podem desvendar o perfil de cada equipa na sua identidade de jogo. Enquanto que nos cruzamentos Sporting e Porto dividem uma média de 29 por jogo, o Benfica fica-se pelas 23. As bolas longas traduzem o leão numa equipa mais acautelada com 52 por jogo enquanto que Benfica chega às 62 e Porto dispara para 67. Nos passes curtos somos reis e senhores 478 (mais 27 que Benfica e 45 que Porto). A realidade é a de que arriscamos muito nos cruzamentos, menos nas bolas longas e mais nos passes curtos o que faz com que tenhamos uma posse de bola de cerca de três pontos percentuais a mais que os rivais (61%, a maior da Liga).

No número de remates os azuis lideram com uma média de 17.5 por jogo enquanto que os encarnados obtêm 16.7. Acabamos, porém, por ficar com o valor de 13.7 o que acaba por significar alguma contenção ou incapacidade visto sermos a equipa que mais tem a bola nos pés. Contudo, 10 por cento dos remates verde e brancos ocorrem dentro da pequena área (contra 9 e 7 de Porto e Benfica) não fosse Bas Dost o artilheiro-mor do campeonato.

Das maiores diferenças encontradas os remates concedidos favorecem-nos com 6.3 de média deixando para trás 7.7 do clube do norte e 9.4 do rival da capital. Nas faltas cometidas continuamos a liderar com 17 (contra 14.1 e 13.4) e no ganho de bolas aéreas ficamo-nos com menos 3.3 que as 16.9 do Porto por jogo. Benfica, com 11.6 tira mais proveito de um jogo rasteiro e simples. Um outsider de frizar é o Boavista com umas expressivas 19 bolas aéreas limpas por jogo.

Finalizando, a origem dos golos:
SCP = 20 (Bola Corrida) + 7 (Bola Parada)
FCP = 20 (BC) + 5(BP) + 2(P) + 1(A.G.)
SLB = 21 (BC) + 7(BP) + 2(P) + 2(A.G.)

Para o sumário ficam as notas de um Sporting Clube de Portugal como sendo a equipa do campeonato com mais posse de bola, joga forte para os cruzamentos, lidera em passes curtos em detrimento de  não apostar tanto nas trocas de bola longas, menos remates feitos, menos concedidos e mais faltas cometidas, comparando diretamente com os dois mais fortes rivais. Nos golos marcados a diferença encontra-se na (in)capacidade de usar contra ataques, penalties e autogolos na estatística. A objetividade dos números em rota de colisão com a subjetividade da análise em si.

Será do risco que não tomamos ou o risco excessivo que colocamos em campo? Temos identidade a mais por nos regermos sempre nos mesmos padrões ou falta-nos identidade pela falta de consistência de um onze inicial? Mero azar nosso ou pura sorte do adversário?!
Eis… o Futebol!