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Da lupa aos binóculos!

por 19 de Dezembro de 2016Os textos do Damas, Sem categoria0 Comentários

Do céu para o inferno. Duas negras jornadas no campeonato bastaram para que da motivante oportunidade de assalto ao primeiro lugar restasse apenas o prazer de nos ter rebentado uma bomba nas mãos. Quarto lugar do campeonato a oito pontos de quem nos goza. Chegámos então a uma altura que infelizmente conhecemos tão bem da nossa malograda introspecção… inevitável. É o tempo de mandar a toalha ao tapete? É tempo de dizer que para o ano há mais? É boa onda não ligar ao futebol até ao final da presente temporada?

Tenho em mim uma inconsolável vontade de dizer que sim. Um “Que se foda!” eutanásico para poder ter paz de espírito. Quero dizer que um qualquer outro treinador, com o atual plantel, não faria pior e ainda pouparíamos uns 4 milhões ao ano. Quero gritar bem alto que temos mandado foguetes antes da festa não ter rendido para os pagar. Que temos sido gato sapato da imprensa colorida… com mea culpa estampada a negrito no final da derrota com o Braga. E aí esqueço-me do sétimo lugar de 2012/2013.

Os jogadores compreendem que os adeptos fiquem descontentes pois eles também o estão, no entanto uma parte paga para entrar em Alvalade, a outra recebe para jogar. É normal fazer pressão, quem joga (só) bem está nos clubes do meio da tabela, deserto por nos bater o pé. O que esperar agora? Qual a missão? Mais importante ainda… qual a visão?! Continuar a carregar na tecla dos árbitros?

Ainda que nos últimos jogos tenha sido uma influência não foi de todo a influência em si. Continuamos a ter exibições de raspadinha, só sabemos se é bom ou mau depois de termos pago por isso, principalmente nas laterais. Há reforços que teimam em não arrancar quando temos prata guardada em casa dos vizinhos. Quanta dessa prata será chamada para nos reforçar em Janeiro?
Há aquela sensação do banco do adversário ter mais soluções que o nosso, onde até ficou de início uma das nossas melhores muletas para chegar ao último terço do terreno. Existe, contudo, um lance, no início do jogo, no qual continuámos com 11 em campo, que nos faz pensar que se perdemos na mesma, a culpa tem de ser nossa.

Ora, diretamente da Lapónia para o sapatinho, já está esgotada a liderança da classificação. O que quero pedir, além de reforços, atitude, respeito por todas as competições e a utilização da palavra “árbitro” sem ser no plural generalizado, é mesmo um elevar de mentalidade para que, não conseguindo mudar o mundo, possamos varrer o lixo à nossa porta.