gerson

Um pouco mais

por 2 de Novembro de 2016À saída do estádio, O Sporting lá fora0 Comentários

Continua a ser pouco. Julgo que seja ponto assente.

Houve mais atitude, muito mais coração do que cérebro, mais nervos do que temperamento, mas nunca sem abandonar o exagero do respeito e a timidez incompreensível. Com um futebol um pouco atabalhoado, lá se foi acreditando que podia cair algo do céu. Pairou sempre aquele sentimento de que seria possível. Mas não caiu, é verdade. Não caiu outra vez, também é certo.

Pessoalmente é uma derrota que custa aceitar. Olhamos para 180 minutos e não vislumbramos um adversário poderoso – um tubarão da Europa – avassalador, temível, superior em todos os aspectos…

Aquando do sorteio da Liga dos Campeões, todos ficámos apreensivos e apenas pedimos dignidade e honra. Com dois colossos do futebol, cabia ao Sporting lutar e jogar com o coração. E esta equipa, até agora, na Champions, melhor ou pior, dignificou e honrou a camisola do Sporting Clube de Portugal.  E até aqui tudo certo. Mas, hoje, no Signal Iduna Park, tal como há umas semanas em Alvalade, tive a mesma sensação: Era possível fazer mais. Um pouco mais. Este Borrussia, um tubarão do futebol europeu, estava em alerta, algo receoso e o Sporting devia ter tirado proveito disso. O Sporting devia-se ter apresentado mais audaz, mais atrevido, mais astuto, mais ambicioso.

Os jogos não se perdem em sorteios, nem antes de serem jogados. Apesar de todo o respeito que o Borussia Dortmund impõe, esta era uma equipa debilitada, que não estava na máxima força e que o Sporting tinha todas as hipóteses de vencer e aspirar um pouco mais nesta liga dos campeões. Ainda não acabou, mas para mudar o nosso destino é preciso, obrigatório e imperativo fazer um pouco mais.


Nota 1: Este puto não pode fazer mais. E faz tanto!

Nota 2: O Paulo Oliveira pode não ter a classe e a elegância mas tem outros atributos que fazem dele uma opção mais que válida na defesa do Sporting

Nota 3: O Jesus mexeu mal, tanto no momento da substituição de Bruno César como no lançamento de Markovic.

Nota 4: Isto com o Adrien é outra loiça.

Nota 5: William = Banco.

 

 

(Foto: ZeroZero.pt)