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Erguei-vos soldados! A guerra ainda não acabou

por 1 de Novembro de 2016O Sporting lá fora, Os textos do Damas0 Comentários

Foi enervante na sexta-feira. Mais um jogo a fazer lembrar o antigamente do sétimo lugar, sem soluções, na esperança de que caísse um golo do céu para que a tão almejada vitória, por mais parca que parecesse, nos fizesse respirar por cima do ainda gigante atraso para o primeiro lugar. O nulo ao intervalo dá a frieira de que tudo pode acontecer. Na Choupana meteu medo, no Barnabéu tinha dado esperança.

A atitude dos jogadores foi evocada pelos adeptos. Carácter com urgência, precisa-se! A responsabilidade do último passe passou exclusivamente para o William, ainda de cabeça pesada pelo penalty falhado, as bolas aliviadas pelo adversário não eram recolhidas pelo ausente e ainda sem substituto de campo Adrien, o Gelson… ainda bem que continuou a ser Gelson.

Agora há quem tenha já a sentença fabricada. Não apenas os de fora, dentro de portas o dedo é apontado ao treinador e ao presidente que se refugiam no silêncio após as intensas pregas que foram ecoando no início da época. Todo o trabalho foi esquecido. Todo o ouro pintado está a tentar ser lavado com água e sabão. Se fosse eu até poderia ter o Bruno na esquerda e o mental Ruiz (o Bryan) ao meio. Se continuasse a ser eu nunca punha o King a marcar o penalty sem estarmos ainda a segurar o resultado. Claro que não sou eu mas também não vou buscar o meu machete do tira-teimas ao baú das lágrimas assim que as coisas correm menos bem. E continuo enervado na mesma.

Estamos a 7 pontos do rival quando o rival esteve há cerca de um ano em pior situação. Todos por lá acreditaram. Há, no entanto, que saber ver as falhas para as poder corrigir. Temos tido solução contra grandes equipas mas não encaixamos no jogo de mentalidades mais defensivas. Falta um abre-latas da marca “Islam” porque ninguém vai defender um resultado de 0-1 nem os guarda-redes sofrem de lesões súbitas a perder o jogo. Não sei como o fazer e é por isso mesmo que sou um adepto de grande coração. Está lá o Jorge! Acredito nele para isso.