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Armadilhas jornalísticas

por 29 de Setembro de 2016Sem categoria0 Comentários

O Sporting tinha um ponta de lança de classe mundial. Algo que pouca gente não-sportinguista admitia enquanto ele esteve por cá. Pelo menos até ter sido vendido para o campeão inglês e termos tido que encontrar um substituto à altura.
 
A narrativa deixou de ser a agressividade do argelino para passar então a ser a dúvida se o Bas Dost o conseguiria fazer esquecer.
 
Mas não é por aí que este texto quer ir.
 
Slimani deixou saudades no coração dos sportinguistas pela raça e empenho que metia em campo em cada jogo. Para nós, não houve surpresa nenhuma quando marcou (mais um) golo ao Casillas, sua vítima de eleição.
 
E é natural que tenha havido alguma satisfação com mais esse golo. Isso foi notado nos pasquins que se dedicam a interpretar as reacções das bancadas de Alvalade, embora por vezes disparem tiros tão flagrantemente ao lado, que os tenham que apagar do jornal online, perante a impossibilidade de o fazer nas folhas em papel… Adiante.
 
Mas não sejamos hipócritas: houve satisfação num atleta nosso ter conseguido facturar na liga dos Campeões, mesmo se contra uma equipa portuguesa.
 
Não sejamos hipócritas.
 
Porque nestes dias têm vindo a lume dois casos parecidos a propósito do mesmo episódio: a expulsão de Jorge Jesus do banco no estádio Santiago Berbnabéu, e se teria estado, ou não, em contacto com o adjunto no banco (algo que é proibido pela UEFA).
 
Há aí um “jornalista” (assim mesmo, entre aspas, porque os a sério se querem isentos) que faz parte de um par de marretas de um canal televisivo. E diz quem sabe (fontes confidenciais, mas com bastante peso), que esse português se dedicou antes do jogo a alertar os responsáveis europeus da má conduta e os precedentes do JJ acerca da área de rigor.
 
Assim se desencadeou ao longo do jogo, uma marcação cerrada homem-a-homem movida ao treinador leonino, sendo imediatamente avisado quando metia o pé fora da área técnica, tolerância zero, enquanto, por exemplo, o treinador Zidane podia circular à vontade fora da sua. Revejam o jogo que se aperceberão.
 
E, claro, à mínima discordância com as decisões do árbitro, a esperada expulsão, que aconteceu.
 
Mas não ficamos por aqui.
 

Esse mesmo isento “jornalista” português, depois do jogo, voltou a chamar a atenção dos agentes UEFA, que JJ se tinha posicionado na bancada de forma a comunicar decisões ao banco. Algo que terá motivado o alargamento da punição ao treinador, também ao jogo na Alemanha.

Mas há mais, o segundo episódio.

 
Um outro “jornalista” (não é o mesmo, este é d’A Bola, olha quem…) na conferência pós-jogo contra o Légia, em Alvalade, que fez a pergunta velhaca ao Jorge Jesus, se teria estado em contacto com o adjunto durante o jogo com o Légia, algo que, como já disse, é proibido. O experiente JJ “topou-o” logo, e à intenção da pergunta, e não caiu na esparrela.
 
Porto isto, duas coisas me ocorrem à cabeça.
 
Nós, sportinguistas, não podemos festejar um golo de um ex-atleta, porque é a uma equipa portuguesa. E todos devemos apoiar equipas portuguesas na europa. Mas dois “jornalistas” nacionais podem colocar a isenção e o Código Jornalístico no cabide, para tentarem tramar o nosso treinador, prejudicando-o a ele e ao Sporting Clube de Portugal?
 
E se o Jorge Jesus é um treinador “tão banal” como já vi afirmado uma votação online na SIC Notícias, creio que no programa Dia Seguinte, então porque é que movem forças para o retirar do banco? Têm medo que no Sporting se consigam objectivos num grupo dificílimo da Liga dos Campeões, já que os clubes cuja camisola estes indivíduos realmente envergam no seu dia-a-dia profissional, não se conseguem safar em grupos dignos da Taça Intertoto?