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O Rui vai nu!

por 22 de Agosto de 2016Os textos do Damas0 Comentários

Ainda pode ser cedo para falar. Um adversário direto perder 2 pontos à segunda jornada, ainda mais em casa, tem tão pouco de euforia deste lado quanto de preocupação na margem contrária. Continua a ser precoce apontar o dedo e soltar a risota aguda pois temos mais é que nos preocupar com o nosso telhado. Agora deixar passar em claro o suposto motivo para que Setúbal tenha ganho um ponto na jornada passada… é coisa que não me apetece mesmo fazer.

“Não fomos eficazes mas o árbitro também não!” disse o treinador à hora da sobremesa em Portugal. A surpresa que apanhei ao ouvir isto teve o formato do pudim que me saiu pelo nariz, puxando à memória certo poema de um famoso pensador, Luís Orelhas, quando julgou todos os que falavam de árbitros comparando-os a “burros”, assim como quem não precisa de justificar empates ou derrotas no futuro. Afinal a informação precisa de ser melhor trabalhada por aqueles lados.

Dos 3 grandes em Portugal, Sporting e Porto ganharam pela margem mínima. No nosso caso o coração não ficou muito tempo nas mãos, fruto de um hino ao esforço (Slimani), precisão (Bruno César), humildade de decisão (Gelson) e magia (Adrien). Nesta fase da época todas as equipas fazem frente de peito cheio, na segunda metade é natural que o carril para o título tenha menos atrito fruto do desgaste de quem tem aspirações mais simples perder algum andamento. Posso até assobiar para o lado quando oiço o trabalho da arbitragem ser colocado em causa mas se é cedo para falar sobre isso, mais ainda é o de ouvir a palavra “Tetra” de quem não sabe o que é até abrir o dicionário.

Tesão de mijo! Alguém que julga parir um Renato toda a época seguida. Agora que falta o capacete salvador, entrar em campo com uma média de alturas inferior ao adversário, não assumir que sofrer um golo de bola parada pode ter influência no resultado, esquecer que Júlio César evitou um mal pior ou até querer dar sentenças ao anti jogo (que sabem bem o que são pela sequência Sporting – Zenit – Boavista na época passada dadas as lesões súbitas de Ederson aos 90 min) é continuar a querer viver no país das mil cores, apostando no mesmo sistema.

Por muito que custe não falar, a pressão nos árbitros já está em cima da mesa à terceira jornada, com o clássico à porta. As notícias na comunicação social já estão a ser emparelhadas e o estado lampianico lá arranjará maneira de as declarações dos seus ex-jogadores serem suprimidas por Sandros ou agentes de João Mários e Slimanis. O árbitro não foi eficaz… Se o carnide tivesse agora 6 pontos, Manuel Oliveira teria sido?!