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Justamente para a final

por 5 de Julho de 2016A nossa Selecção, Os textos do Damas0 Comentários

A um passinho da final! Jogar da maneira que a imprensa francesa quer não interessa na hora de ganhar. Anulámos uma seleção polaca que não causou muitos calafrios e num dos momentos mais tensos do jogo, os tais penaltis, agradecemos a oportunidade de o nosso gigante Patrício poder ser relembrando com uma fotografia de regalar os olhos por muitos anos a fio. Foi acima de memorável aquele estiraço do Marrazes!

Segue-se o País de Gales contra a percepção errada de meia Europa antes dos quartos de final. A Bélgica tinha grandes nomes mas fracassou pela débil defesa. Podemos então estar a falar de uma das equipas mais caras de todo o Euro2016, no entanto, acabou por ser presa fácil no estilo de jogo tipicamente reativo do próximo adversário de Portugal. Até porque não é só Bale e mais dez…

Ramsey não joga logo, a maldição também não. Aquela mão na bola / bola na mão colocou a hipótese de o jogador do Arsenal apenas ficar presente em caso de inédita final da competição. Ben Davies (Tottenham) igualmente fica de fora fruto de um também amarelo que tira uma dor de cabeça às aspirações portuguesas. No entanto, outros quaisquer jogadores seguirão à risca o modelo de jogo gaulês, com três centrais, num falso 4-4-2, tendo um elemento sempre a pressionar o portador da bola enquanto que, jogando na descaída do lateral mais distante, a linha de quatro defesas muito dificilmente deixa de estar desequilibrada, tal como já foi referido por Fernando Santos.

Por um lado será talvez com esta massacrante pressão que iremos assistir à meia final do Euro, por outro talvez tal não o seja necessário fruto de uma lição bem estudada devido ao facto de termos tido mais um dia de descanso e análise. Certo mesmo é que vamos enfrentar um dos melhores ataques de toda a competição com uma identidade bem definida ao estilo britânico, não de técnica bem apurada mas sim com um estilo de passe e recepção exímio ao ponto de ser mortal para quem não tem os olhos bem abertos no ataque, como foi o caso de algumas seleções que foram morrendo a seus pés chegando ao final do jogo com poucas expressões de surpresa. Jogo afinal é jogo, independentemente de ganhar nos penaltis, no prolongamento, no final ou até mais ao intervalo.

Como José Pina disse: “Se merecemos ir para casa, então ganhem-nos”. Foi coisa que ainda ninguém fez. Não podemos ter a sensação de missão quase cumprida quando os jornais do país anfitrião nos colocam numa posição de injustiça relativamente às seleções que foram já eliminadas. Ainda mais vindo do mesmo local que eliminou injustamente a Irlanda no playoff para o Mundial de 2010 com 2 mãos de Henry no mesmo lance, recebendo mais tarde a Federação Irlandesa cerca de 5 milhões de Euros para assobiar para o lado.
Injustiça?! Ganhem-nos!