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A mala trazia areia

por 9 de Maio de 2016Os textos do Damas0 Comentários

Não havia maneira de não o fazer. Torcer pelo Marítimo ontem, teve mais do que ser do contra, foi a expectativa de que os outros iriam finalmente escorregar. Um resultado infrutífero, dado que me arrisco a dizer que o jogo dos insulares foi dos piores que já vi em toda a minha vida. Nada a fazer.

O bom pretexto até tinha vindo de um horário anterior àquelas 20h30. Campeões no futsal masculino (parabenizando também as nossas leoas pelo desempenho na final do feminino) e até  tinha o cantinho do olho no clássico das equipas B, para ver uma escola em risco de descer. Sim senhor! Após o intervalo na Madeira, o universo parecia finalmente estar a chegar ao ponto de equilíbrio até porque as equipas nem estavam a jogar com o mesmo número de elementos.

Depois de muito ouvir em casos como os de Setúbal ou Académica que não se esforçam contra o Sporting Clube de Portugal em detrimento de “outras” partidas, fiquei abismado com a falta de atitude da equipa do Marítimo. Não generalizando, claro, pois ainda vi alguma boa intenção por parte de alguns jogadores, principalmente quando os colegas não tomavam as melhores decisões.

Afinal o jogo da mala era da mala de areia. Falar no assunto antes, com trocas de acusações variadas, e mostrar um banquete de presidentes à hora de almoço no dia do jogo a gozarem com o tema, com muita pena minha, já há muito que deixou de ser insólito. A jogar com mais um elemento, durante uma hora, só faltaram remates do meio campo e atrasos à queima roupa para o Salin. Ou então nem isso faltou!

Então e ver a sequência dos amarelos é obra (tirando o árbitro da equação pois até esteve em bom plano)! Dirceu inaugurou aos 11 para o Marítimo, e até aos 45 min, só o Benfica viu cartões (5) com destaque para o bis do Sanches. Na segunda parte, só o Marítimo (8) puxou por eles, a contar com o duplo de Fransergio, e a descambar a seguir ao primeiro golo. Jogadas de ataque… poucas. Ocupação no meio campo (mais um elemento enquanto o adversário não se compunha da distribuição no relvado)… zero. A dada altura os cortes já nem saíam para a frente, eram mandados para canto para os centrais adversários subirem.

É pena ver o campeonato acabado para algumas equipas a jornadas do fim, mesmo que apenas para subir um degrau, já sem descidas nem “europas”. Se a diferença financeira entre o 14° lugar para o 9° é assim tão parca, apanha-se boleia de outra festa.

E com isto apenas podemos olhar em frente. Todos os campeões perdem pontos a uma dada altura, como nos aconteceu. Se não tem acontecido aos outros temos de pensar exigir ainda mais de nós. Para quem pensa que o campeonato já está entregue que aposte as poupanças de uma vida no Benfica-Nacional. Se não o faz (como nenhum português o fará) é porque já acredita em tudo.

Eu acredito em tudo! Acredito no Sporting e na vitória no próximo jogo porque, neste momento, é apenas isso que consigo controlar!