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Curva Sul. Curva Norte. Curva Central. Eis o Sporting Clube de Portugal!

por 8 de Maio de 2016À saída do estádio0 Comentários

As tácticas, os lances duvidosos e as análises, deixo-as para quem percebe, para os catedráticos do futebol. Eu não sou um leigo na matéria, no entanto, não é sobre isso que o meu coração me pede para escrever.

Esta é a minha terceira época com gamebox na curva Sul. Já assisti a alguns jogos e já vi de tudo: Vitórias, derrotas, empates, auto-golos, expulsões injustas, falhanços inacreditáveis, grandes passes, grandes jogadas e muitos golos. Já festejei por aquelas escadas (sempre do lado esquerdo do Rui Patrício) acima e abaixo muitas e muitas vezes.

Antes de comprar gamebox para a curva sul, vi jogos nas Superiores, cheguei a ver na Nascente, na Poente e se fosse preciso até no fosso tinha ido ver. Muitos dos jogos que vi nestas bancadas, festejei e cantei sempre, muitas das vezes sozinho ou com os que estavam comigo. Se vi gente a olhar para mim e a pensar claramente “este tipo é maluquinho”? Sim, vi. Vezes sem conta.

Mas, em muitas outras situações, nestas bancadas perdia o foco no jogo e ficava a contemplar aquela Curva. Parava no tempo, ficava perplexo com os autênticos festivais que vinham daquele canto do estádio. Muitas vezes comentei que era ali que gostava de estar. Era ali que devia estar. Porque era ali que se vivia e respirava Sporting por todos os poros.

Certo é que eu estava enganado. Este ano, todos os adeptos estão a mudar um pouco esse paradigma. São cada vez menos o que entram e saem calados. Ontem, mais uma vez, a Norte puxou pela sul, os Topos lançaram o mote por um Sporting campeão e a malta da central, não se deixou ficar.

E eu, ali, numa curva sul completamente a arder, dou por mim com os olhos a ficarem embaciados…

Não é fácil de relatar aquilo que os meus olhos viram. Em Alvalade estavam praticamente todos a cantar, todos com uma paixão inabalável e um coração a transbordar de muita fé. É impossível arranjar uma descrição exacta daquilo que o meu coração sentiu. Ontem, fizemos uma despedida em Alvalade. Um adeus digno daquilo que este ano fomos enquanto Clube.

Isto ainda não acabou, ainda assim, em termos de campeonato, somos obrigados a dizer “até já”. Ontem,  voltei a dar o que tinha e o que não tinha. Fiz questão de estar sempre a cantar, sempre a puxar e a incentivar a equipa. Eu e os 44 mil que vieram comigo. Ontem não houve Curva Sul, Curva Norte ou Curva Central. Ontem, nós fomos todos o Sporting Clube de Portugal!

Alvalade, viveu uma das melhores noites esta época. E eu tenho um orgulho do caralho em fazer parte desta família. Há algo de mágico em ser adepto da verde-e-branca, em viver isto com alma e coração. Mas…E explicar isso a quem não sente?

Viva o nosso Sporting! Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

 

(Nota: No Facebook, uma página chamada “Ultras de Portugal” tem por hábito roubar o nosso conteúdo. Ontem, fizemos um video ao intervalo. Uma coisa maravilhosa, com um ambiente brutal. Acontece que, mais uma vez, essa gente, voltou a roubar.  Por isso tirem 5 minutos do vosso tempo, vejam o video no nosso canal de YouTube e passem nessa página para deixar um recado a esses meninos. Um abraço! Sporting sempre.)