João Gabriel, director de comunicação do Sport Lisboa e Benfica. 4 de Março de 2009, Lisboa.

Os fantoches do estado lampiânico

por 13 de Janeiro de 2016Os textos do Damas0 Comentários

(http://bit.ly/1UPkO80 – Este é o video do momento)

Nos dias de hoje, criou-se o hábito, no seio do estado lampiânico, de ouvir desabafos como: ” O Bruno de Carvalho não se cala. Aquele presidente é uma anedota, um incendiário, um ditador. Aquela linguagem corriqueira e o seu comportamento quezilento, só prejudica o Clube e o futebol. O vosso presidente está, permanentemente, a criar conflitos e a dizer mal de tudo e de todos. É um garoto! Mas pronto, vocês, Sportinguistas, não querem perceber isso. Esperem até ele acabar com o Sporting.”

No seio do estado lampiânico, tudo está bem, tudo parece um mar de rosas. O Presidente (o pai de todos os Benfiquistas, o Jorge Nuno da zona Sul), só aparece nos momentos em que é preciso, o director desportivo nunca aparece e o responsável do departamento de comunicação, só em último caso. Nesta nação tudo vai bem, tudo é perfeito. O Benfica é um Clube que não protesta, que não ataca, que não critica. É até o Clube que, mesmo prejudicado, não tem interesse em falar de arbitragens. Isto é para fracos, eles não são calimeros.

E eles pensam que nós comemos esta farsa de cebolada. Esta estratégia bacoca com muito folclore à mistura é suportada pela famosa estrutura. Estes são os bonecos, os fantoches, as marionetas, que servem como veículo comunicacional do clube encarnado. O discurso é igual, as expressões são as mesmas e os apontamentos foram feitos pelo delegado de turma, João Gabriel. A cartilha está de tal forma tão bem organizada e com um discurso tão bem estruturado que até os faz parecer um disco riscado.

O bom de termos um “mau” Presidente é que, pelo menos, no Sporting, não há recados nem receios. Não há manobras de bastidores nem acertos com editores de jornais. No bom ou no mau, no Sporting, fala-se a uma só voz. Durante muito tempo, no mesmo tempo em que os nossos adversários desejavam um Sporting forte para bem do desporto, lutámos por isto mesmo, por um Sporting coeso e unido. Hoje é isso que temos! Um Sporting forte, destemido e lutador.

Não era suposto os nosso adversários gostarem de um Sporting assim?! Portanto, em suma, é isto: “Porque quando eu vejo que há aí palhaços, pá, que falam, falam, falam, falam, falam, falam, pá, e eu não os vejo a fazer nada, pá, fico chateado, com certeza que fico chateado, pá! Está a perceber? Ah!”