500854122

Sorte Leonina

por 12 de Dezembro de 2015À saída do estádio, Os textos do Damas0 Comentários

Na caixa de comentário de um dos blogues com quem temos a honra de partilhar o pódio de 4 degraus de melhores blogues leoninos (no caso, o excelente Artista do Dia), um portista afirmava com a convicção e arrogância que caracteriza os nossos adversários que o Sporting venceu o Besiktas por pura sorte.
 
Sorte pelo redes adversário não ter abordado o lance com convicção. De outra forma, o Sporting não tinha ganho o jogo, ficado fora da Liga Europa, etc., etc.

Que é uma sorte que tem acompanhado o clube noutros jogos.

 
Mas afirma ele que a sorte um dia acaba. E que quando acabar, é o Porto que vai estar lá.
 
Eu ri-me.
 
A sorte dá um trabalho do caraças.
 
É muito provável que afirme no dia 3 de Janeiro, após o clássico com o FC Porto, que o Sporting voltou a ter muita sorte.
 
Considero que nesse capítulo, benfiquistas e portistas têm muito em comum: menosprezam o potencial desta equipa, desde jogadores a equipa dirigente, passando pela equipa técnica e incluindo os adeptos e sócios e todas as vitórias alcançadas como fruto do acaso. Sorte, dizem.
 
Ainda bem. Estarão sempre mais perto de derrotas contra nós, quando nos substimam. Os lampiões, por três vezes seguidas. Três. E ainda acham que foi sorte, acaso, ou outra coisa qualquer…
 
Agora são os portistas que acham que foi sorte, termos limpo o clube de barões, de fundos, votado num presidente com paixão pelo clube, termos ido buscar um treinador competente, termos feito uma equipa de jogadores de qualidade, onde se mistura a juventude das camadas jovens com a experiência de outras nacionalidades.
 
A sorte de termos identificado num país improvável, comprado por meros 300 mil euros, potenciado, treinado e colocado a jogar um ponta de lança humilde e desajeitado que talvez o Rui Vitória ou o Lopetegui relegassem para a bancada.
 
Mas talvez o ponta de lança, naquele lance em frente ao guarda-redes turco, levasse frescas no cérebro as palavras de incentivo do treinador ao intervalo a complementar semanas de treino, treinador alinhado perfeitamente com o discurso diário do presidente, por sua vez interpretando a vontade dos adeptos leoninos.
 
Aquela convicção de acreditar no lance até ao fim, que marcou o início da reviravolta no marcador que venceu o jogo e nos permitiu seguir em frente na competição. Aquela crença é nossa. O imenso trabalho é deles.
 
Tem razão, o portista. O futebol faz-se de momentos. Chamar-lhes a esses momentos de “sorte”? Prefiro chamar-lhes outra coisa.
 
Tudo menos sorte.