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Jihad Slimânica

por 22 de Novembro de 2015À saída do estádio0 Comentários

A tátic… A estratég… O “caminho” do treinador adversário consistia em envolver os avançados encarnados em cintos de explosivos e eles que se fossem rebentar o mais possível lá na frente. Sem grandes ideias. Em alternativa, uns mísseis que eram chutados de trás para a frente sem grande nexo.

Logo ao início, um tal de Slimani a cabecear uma bola à viga lateral da baliza do zuca com nome de imperador romano, o freguês dos alemães, remate que a entrar, talvez pudesse ter evitado muita chatice, sofrimento e aberto o resultado a números diferentes. Mas quis o destino que assim não fosse. Num lance de contra-ataque e ficámos a perder, totalmente contra a corrente do jogo.

Assistimos então, a um desafio de sentido único, cujo único oponente real era o homem do apito e as constantes faltas a meio-campo, assinaladas sempre para o mesmo lado. Quando apitava uma excepção, uma falta a nosso favor, assinalámos a raridade dos momentos com ovação irónica na bancada.

Mas o que tem de bom estar a ver o jogo no estádio, é que não há repetição dos lances duvidosos na área. Portanto, não vi penaltys, lances duvidosos, etc. Vi um grande banho de bola, um jogo de sentido único, uma equipa a queimar tempo desde antes do minuto 10. O tal Júlio César, com a complacência do árbitro Jorge Sousa.

Comentei para o camarada leonino de ocasião ao meu lado na bancada, que um golo antes do intervalo é que era. E cheirava a isso. E aconteceu, colocando alguma (pouca) justiça no marcador. Adrien, através de uma floresta de pernas.

Ao intervalo, Gelson por Montero, para alargar a equipa.

Alguém disse que, no fim do jogo, o ressabiado Rui Vitór... perdão, Pinho, afirmou que lhe mandavam os jogadores para o hospital. Porém, a verdade é que as substituições do JJ, para além da do Gelson, foram forçadas, por lesões. Tobias Figueiredo por Ewerton, Jefferson por Esgaio. Mas eu entendo o princípio do discurso: Gelson deve ter enviado o titular defesa esquerdo da selecção (!) para o Centro de Hemodiálise do Lumiar à procura de rins novos.

Mas nestas coisas de terroristas, os que se safam são os árabes, e o tal de Slimani um Liédson gigante colocou a justiça no resultado do jogo, já em tempo final de prolongamento e quando os adversários já sonhavam com os penaltys.

Já são 3 em 3. 7-1 em golos (um deles escamoteado, na Supertaça, portanto, 6-1). 1 troféu, 8 pontos de distância, seguimos em primeiro no campeonato, seguimos na Taça de Portugal.

Ainda que, não tenhamos ganho nada, como relembrou um par de taxistas lampiões (permitam o pleonasmo). Eles que "não seguiam muito futebol", "nem ligavam nada a isso". Juro que um deles era um sósia do Benzema, "não sei quem é!", mas depois de puxarmos por eles, lá assumiram a azia. Nós, fomos para o Sodré, festejar.

P.S.: talvez suceda que as referências a terroristas e cintos de explosivos possam ofender alguns, mais sensíveis. Mas tenho o maior respeito pelas vítimas de França e pelo mundo, vítimas desses cobardes que escolhem a fé como motivo para matar. Eu, ontem, respeitei o minuto de silêncio no estádio em memória dos nossos compatriotas falecidos em Paris. As claques encarnadas, não.

P.S.1: bonita, a homenagem ao maior ponta de lança de todos os tempos, Peyroteo de seu nome. E justa. Temos, portanto, pintados a verde, o maior jogador português de todos os tempos, Cristiano Ronaldo, e o maior ponta de lança português de todos os tempos, o concretizador do futebol dos míticos 5 violinos: Fernando Baptista de Seixas de Vasconcelos Peyroteo de seu nome. É realmente especial, ser do Sporting.

P.S.2 (obrigado, sr. António Alves): terminámos o jogo com Rui Patrício, João Pereira, Tobias Figueiredo, Paulo Oliveia, Esgaio, William Carvalho, Adrien, João Mário, Gelson Martins em campo. 9 portugueses, 3 deles que ainda na época transacta alinhavam pela equipa B. Jorge Jesus, esse que não aposta nos portugueses e jovens...