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Anatomia de uma decisão

por 23 de Novembro de 2015À saída do estádio0 Comentários

Para mim, todos os jogos têm um lance simbólico. Uma jogada, uma substituição, ou uma falta, um momento que resume e é simbólico dos 90 ou 120 minutos de um jogo de futebol.

E na minha opinião, esse lance, que ilustra um jogo e um momento, uma tendência de uma época futebolística, é aquele do amarelo ao Gaitán por simulação de penalty.

Para além das considerações que poderia fazer acerca de um jogador adversário que prefere atirar-se para o relvado a simular penalty em vez de tentar jogar à bola e fazer golo…

Noutras épocas, tinha sido assinalado penalty. O Jorge Sousa não tinha tido dúvida.  Tínhamos sido (mais uma vez) roubados. E hoje, perante as nossas justificadas queixas, diriam “joguem mas é à bola”. Os comentadores diriam que era um lance de  juízo difícil (eu fiquei com dúvidas no estádio que só dissipei na repetição em casa). Passava-se um pano e ficava tudo limpinho, limpinho. Eles seguiam na Taça e nós ficávamos com as queixas. Foi assim tantas e tantas vezes.

Reside aqui a diferença para o momento em que vivemos.

E creio que muita da responsabilidade reside numa “estrutura” que é liderada pelo presidente, mas que integra o Octávio, o Inácio, o Jorge Jesus. 4 cavalos de batalha a puxar para o mesmo lado e os jogadores seguem-nos, eliminados que estão os “mustangs” que não querem fazer parte do grupo, como Carrillo.

Os árbitros portugueses não são conhecidos pela sua coragem. Décadas a fugirem de jogadores no relvado, a serem apanhados em casas de má reputação ou a comerem vouchers. Normalmente decidem da forma que lhes dê menos chatices. Nós exigimos que decidam bem, senão vão ter chatices.

P.S.: já nem os adeptos adversários acreditam na cartilha oficial que o gabinete de imprensa entrega aos spin-doctors rivais, dos roubos arbitrais. A prova é que invadiram o centro de estágio para exigir mais da equipa e técnicos. Se a culpa fosse só e apenas do apito, certamente mostrariam antes apoio à equipa. Aliás, como nós sportinguistas fizemos depois de sermos eliminados inacreditavelmente da Liga dos Campeões.