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O general foi à guerra

por 6 de Outubro de 2015Os textos do Damas0 Comentários

A função do presidente de qualquer instituição é defender essa instituição.

Quando o faz com palavras, sustentadas com papéis que mostram notícias que saíram em duas datas diferentes e foram dadas como boas, para mostrar a incongruência e deslealdade do gabinete de comunicação rival e denunciar a diferença de tratamento e servilismo em geral da comunicação social, não vejo nada mal de isso, bem pelo contrário.

Quando se vai alertar apresentando provas de um certo aliciamento à equipa de arbitragem, está-se a fazer bom trabalho a nível de clarificação do futebol nacional. Até ontem, ninguém sabia daquele facto.

Quando se confronta uma, ou várias das fontes que envenenam a opinião pública com falsidades e meias-verdades acerca do clube que todos amamos... Não vejo nenhum inconveniente.

Foi para isto que foi eleito Bruno de Carvalho presidente. Para defender a instituição Sporting Clube de Portugal. E qualquer guerra onde se entre para defender o nosso clube, não é demais.

O presidente leonino foi ao campo do adversário jogar o jogo do adversário e saiu de lá a ganhar por goleada. O rei desceu do trono leonino, vestiu a armadura e foi de espada em punho lutar contra a hidra de várias cabeças que debita veneno para cima do povo. E o mostrengo levou várias espadeiradas.

Podia ter enviado um peão? Nunca teria os mesmos efeitos no mostrengo, nem teria o eco que se escuta por aí por esses arautos.

Eu recordo os painéis televisivos para debater "a crise leonina" quando o nosso clube andava mais perto das posições de descida de divisão que do primeiro lugar. Nesses, algumas figuras conotadas com os nossos rivais diziam, com um esgar irónico, que fazia falta um Sporting forte a bem do futebol nacional.

Agora fazem-se painéis com os mesmos tipos. Mas já não são para debater "a crise leonina" e os rivais já não sorriem. Antes espumam-se pela boca...

Obrigado, Bruno de Carvalho. Terás o meu voto na próxima eleição.