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Da saga: Renova Carrillo – Parte 20.

por 9 de Setembro de 2015Os textos do Damas0 Comentários

«Está tudo em aberto, realmente, em relação à minha renovação e vamos ver o que vai acontecer agora quando regressar. Tudo pode acontecer e vamos ter de esperar para ver o que se vai passar. O presidente quer falar comigo, não tenho problema nenhum em falar com ele e assim que chegar vamos conversar. Medo de ficar sem jogar? Não sei o que vai acontecer», palavras de Carrillo ao Jornal Rascord.

Há bem pouco tempo, para ser mais preciso, no dia 21 de Julho, o jogador proferiu uma declaração que visava o seu amor ao Clube. O extremo peruano não fez juras de amor eterno, ainda assim, afirmou sentir-se feliz por representar o Sporting. Na altura, também aqui afirmei que, tal declaração, floreada com palavras bonitas, valiam zero e o mais importante era mesmo assinar o contrato que o Clube lhe tinha para oferecer.

Volvidos quase dois meses, continuamos com a mesma interrogação: Porque não renova carrillo?

Já se percebeu que o Sporting e a sua direcção está disposta a abrir os cordões à bolsa para manter o camisola 18 no actual plantel. O desejo de poder contar com o jogador é enorme, bem como é unânime o reconhecimento da importância e do impacto que as suas qualidades futebolísticas oferecem à equipa de Jorge Jesus.

Enquanto adepto, Carrillo é um daqueles jogadores que enche as medidas a qualquer um. É virtuoso, imprevisível, tem aquele toque do “joga bonito” e é o craque que faz valer o preço do bilhete. Mesmo que em outras épocas tenha revelado algum torpor, em nós adeptos ficou sempre a ideia de que havia “ali” muito futebol por descobrir. Esta época, e com este treinador, tínhamos a consciência de que “La Culebra” podia ser um caso sério do futebol português. E ao fim de 6 jogos conseguimos descortinar precisamente essa mudança.

Jorge Jesus deu-lhe liberdade, deu-lhe asas para o improviso e desequilíbrio e utiliza-o como peça preponderante para as movimentações no ataque. É para ele que a bola tem que ser passada, é ele a referência do futebol leonino. O treinador colocou-lhe mais pressão e responsabilidade, mais sentido táctico e posicional. uma atitude mais competitiva e aguerrida, e Carrillo sentiu-se bem com esse papel de actor principal. O extremo do Sporting mostra-se empenhado e determinante nesta cavalgada que se espera vitoriosa.

O futebol do Sporting necessita do extremo peruano, pois trata-se de uma peça chave em busca dos objectivos pretendidos. A direcção e o treinador pretendem a sua renovação, no entanto, acima de tudo estão os interesses do Clube. A proposta está em cima da mesa, cabe a Carrillo perceber que o Sporting o acolheu durante 5 anos, que o mesmo nem sempre correspondeu às expectativas e ainda assim, o Clube acreditou sempre no seu valor. Os números que saem cá para fora parecem-me ser justos face ao valor do atleta, por isso o que falta mesmo é Carrillo assumir o tal amor ao Clube, agarrar na caneta e acabar com este impasse que não deixa ninguém tranquilo. Se assim não for, resta-nos saber se o jogador estará preparado para não jogar, embora confesse que não gosto nada de equacionar este cenário. Espero que, entretanto, surjam boas novidades para o reino do Leão.