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Houve festa e espectáculo em Alvalade.

por 3 de Agosto de 2015À saída do estádio0 Comentários

O último ensaio antes da Supertaça frente ao Benfica foi muito positivo. O Sporting apresentou-se aos sócios e não desiludiu. Uma equipa agressiva e batalhadora, dinâmica e coesa. Foi assim que os leões bateram a AS Roma por 2-0, com golos de Slimani e Mané.

Não é tudo perfeito, Jorge Jesus tem noção disso. No entanto, com apenas um mês de trabalho existem melhorias bastante significativas. O Sporting corre mais, luta mais e apresenta-se muito mais sólido em campo. Na defesa há mais união, no ataque há via verde para a criatividade e nota artística. O Sporting, no global, jogou bem e venceu de forma convincente.

Nesta festa houve um espectáculo dentro do espectáculo. Falo de Jorge Jesus, um nome e uma figura incontornável neste novo Sporting.
Começou por cantar e acompanhar com palmas a marcha do Sporting. Retribuiu com sorrisos e acenos todas as palmas provenientes das bancadas. As imagens mostram-no a contemplar a mensagem da curva sul. Terá ficado registado… Começa o jogo e começa o espectáculo. Ele grita com os jogadores e corrige posicionamentos. Vai, ao sabor do vento, para a frente e para trás. Pára, pensa. Volta a correr em direcção a João Pereira, diz-lhe quase a cuspir-se todo, para fechar como deve ser e manda-o calar quando este tenta responder. Volta para o ataque, grita para Carrillo, diz que quer mais agressividade. Bate palmas a Slimani. Chama por Ruiz e diz que tem de descer mais. Dá instruções de forma constante, quer organização e quer que a equipa suba em bloco. Volta a berrar com Gutiérrez para que este seja dos primeiros a defender. Segue-se Jeffreson, diz-lhe para ficar apenas no seu espaço e não em todo o lado. Incentiva João Mário. Aperta com Rúben Semedo e diz que “essa merda” não! Fica louco quando Montero falha um passe…. Esbraçeja, grita, corre, exige, comanda, lidera. É assim Jorge Jesus.

Este espectáculo dentro do espectáculo, deixa-me satisfeito e confiante. A isto, que muitos apelidam de espalhafato, eu chamo de cultura de exigência. Querer mais e melhor, colocar a bitola sempre no máximo é a propriedade de Jorge Jesus. E é isso que o Sporting precisa.

Nesta festa em Alvalade, houve ainda tempo para o Sporting marcar um golo de bandeira. O gesto que o Clube teve para com o “reforço” Gabriel, orgulha-me enquanto sócio, enquanto apaixonado pelo Sporting. Este foi o momento alto do troféu 5 Violinos. Um momento de carinho e afecto que nos distingue dos demais e que define muito do nosso ADN.

Estamos no bom caminho!