Hoquei em Patins - Sporting

Vergonha em Vila Franca de Xira

por 28 de Maio de 2015Os textos do Damas0 Comentários

Jogou-se este fim-de-semana a final four da Taça de Portugal em hóquei patins. Mais uma que o leão disputou esta temporada.  

No sábado, disputaram-se as meias finas, onde o SL Benfica, primeira equipa a entrar em pista, bateu o OC Barcelos por 3-2. No segundo jogo da meia-final, o Sporting CP defrontou a UD Oliveirense, e bateu a equipa de Oliveira de Azeméis por uns claros 4-1.

Estavam reunidos os ingredientes para um grande derby na final. O jogo esperado por todos os adeptos e amantes da modalidade. Se já sabíamos que a priori o Sporting CP não seria a equipa favorita, até porque é o primeiro ano de modalidade oficial, o mesmo não se verificou em campo, e o SL Benfica necessitou de ajuda da equipa de arbitragem para vencer o jogo.

O Sporting CP entrou em campo como sempre: solidário, compacto, sabendo das suas limitações e potenciando as suas mais-valias individuais, entregando a iniciativa do jogo ao adversário.

Numa primeira parte muito disputada, com lances de perigo para ambas as equipas, o resultado a zero manteve-se até poucos segundos do final da primeira parte, e numa altura em se esperava um empate a zero ao intervalo, Poka, num lance infeliz, escorrega no meio campo, permitindo a Carlos Nicolia isolar-se frente a Ângelo Girão e abrir o marcador.

Chegávamos ao intervalo a perder por 1-0, e à saída da pista, em direcção ao túnel de acesso aos balneários, Carlos Lopez agride Ângelo Girão na frente dos dois árbitros da partida, sem qualquer sanção para o jogador do SL Benfica. Na sequência da confusão instalada, o guarda-redes suplente do SL Benfica Pedro Henriques agride João Pinto, levando a que este recebe-se ordem de expulsão.

Estranha a decisão dos árbitros Miguel Guilherme e Joaquim Pinto, quando, segundos antes, assistiram a uma agressão declarada a Ângelo Girão por parte de Carlos Lopez, não sancionando o jogador do SL Benfica e, logo depois, numa situação subsequente, decide expulsar o guarda-redes suplente do SL Benfica e Tiago Losna (importante jogador para o Sporting CP). Começava aqui o pesadelo do Sporting CP em termos de arbitragem…

Começa a segunda parte, com a mesma toada da primeira, com um Sporting CP solidário, compacto e entregando a iniciativa do jogo ao adversário. A 20 minutos do fim da segunda parte, André Moreira vê cartão azul, num lance casual (sem irregularidade) que dá penalty para o adversário e o Sporting CP vê-se a jogar em inferioridade numérica. Ângelo Girão, defende.

A 13 minutos do fim, Poka recebe cartão azul, num lance onde Nicolia choca com Poka (sem irregularidade), num ataque rápido por parte do SL Benfica, dando livre directo para o adversário, e o Sporting CP novamente a jogar em inferioridade numérica. Angelo Girão, defende.

Aos 12 minutos, livre directo para o Sporting CP, que podia fazer o 1-1. Contudo Ricardo Figueira falhou. Na recarga, o capitão do Sporting CP cai e na sequência do lance atinge inadvertidamente o guarda-redes do SL Benfica com o stick, sendo sancionado com cartão azul directo. Consequência, novo livre directo para o SL Benfica, e o Sporting CP novamente em inferioridade. Agora só com dois jogadores de campo, ridículo!

Mais ridículo o “comentário do comentador” medíocre da Abola TV, Luís Gouveia: “Quem causa problemas, tem de levar com eles”.

A 11 minutos, penalty para o SL Benfica, com azul para Ângelo Girão (sem qualquer irregularidade, e alegadamente por se manifestar), e o Sporting CP com dois jogadores de campo na pista. Não existe qualquer irregularidade no lance, João Pinto não toca no jogador adversário para que resulte qualquer grande penalidade. Vergonhoso.

Na sequência o guarda-redes suplente do Sporting CP entra e sofre o 2-0 de penalty. Continuando a sua saga, o árbitro Miguel Guilherme, a dois minutos do fim assinala livre directo para o SL Benfica, num lance mais um, onde não se vê qualquer irregularidade, permitindo selar o resultado final em 3 -0.

De notar que praticamente a segunda parte toda, o Sporting CP jogou sempre em inferioridade numérica, e foi sempre penalizado, ora com penaltys, ora com livres directos. Atestemos à sequência de minutos, com penaltys, livres directos e azuis contra o Sporting CP. Nos quais o SL Benfica aproveita para marcar dois dos três golos. De facto, não é fácil para um jogador, numa final, conseguir lidar com todas estas contrariedades e injustiças praticadas por parte da equipa de arbitragem.

Posto isto, o bacoco comentador Luis Gouveia da Abola TV, tem o seguinte comentário: “Pouco se pode acrescentar em relação às decisões de que o Sporting CP tem sido o mais prejudicado, mas uma causa também desta situação surgiu por força de um nervosismo em excesso dos jogadores leoninos”.

Estamos esclarecidos quanto à qualidade e à parcialidade do comentador bacoco. Quando uma equipa joga em inferioridade numérica quase a segunda parte toda, com penaltys e livres directos assinalados constantemente, creio que seja humanamente impossível qualquer atleta não apresentar ponta de nervosismo, ansiedade e revolta.

A juntar à enxurrada de sapiência e imparcialidade por parte dos comentadores bacocos, eis que o outro comentador, José Santos, profere o seguinte comentário: “A equipa do SL Benfica acaba por ser mais feliz, é certo, aproveitou e marcou. O Sporting CP por vezes acusou alguns excessos e acabou por ver alguns jogadores excluídos da partida”. Mais uma vez, estamos conversados. Mas continuemos para o seu outro par Luís Gouveia que remata:“Naquela descompensação, digamos assim, desta arbitragem, o Sporting CP pode queixar-se bem mais do que o SL Benfica, mas não diz nada contra esta vantagem”.

Comentadores muito fracos, nada imparciais, tudo dentro da linha operadora do órgão de informação Abola TV, que já nos habitou a mediocridade jornalística. Em contraponto, vejamos as declarações do nosso treinador Nuno Lopes à Sporting TV: “A arbitragem tem influência nos lances capitais do jogo. Há lances, durante o jogo todo, em que temos as nossas razões de queixa. Se houver uma imagem a denunciar o Sporting CP, apresentem-na… se o conseguirem. Em qualquer decisão que o árbitro tomou no jogo, nada disto aconteceu”, afirmou Nuno Lopes. E prossegue: “Quem ganha, coloca as coisas de uma forma simples: ‘O Sporting CP perdeu a cabeça’, acrescentou o técnico. (…)Aguentámos tudo e não podíamos ter aguentado mais do ponto de vista emocional. O facto de estar sempre a prejudicar o mesmo… ninguém aguenta tudo. O treinador e os jogadores não aguentam tudo.”

Não queria terminar, sem antes deixar uma nota extremamente negativa à Federação de Patinagem de Portugal e à Associação de Patinagem de Lisboa. De facto, uma final four da Taça de Portugal, de umas das principais ligas da europa, realizar-se num pavilhão limitado (ao nível de bancadas e infraestruturas para transmissão televisiva de qualidade) revela bem o amadorismo desta federação e dos dirigentes associativos do hóquei patins português.

Stickada de Leão!