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O milagre da multiplicação

por 20 de Abril de 2015À saída do estádio0 Comentários

És bom em contas?

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, Golo, 17, 18, 19, 20. Isto colocado por extenso até camuflava melhor a palavra maravilha, mas como não fazemos parte do plantel do Boavista… demos por ela. Ter o golo mais rápido do campeonato até fez emergir um tal de 9-1, realizado na mesma data há precisamente 79 anos no Campo Grande 412, contudo não se pode replicar velocidade do momento para marcarmos mais de trezentos golos em 90 minutos. Vamos apenas pensar nisso.

Sermos precoces teve o efeito contrário conforme frisou Marco Silva na análise ao jogo. Houve momentos nos quais se pediu mais e a conjuntura dos lances-chave obrigou a que se procedessem adaptações (quase) inéditas aos olhos das 36 mil pessoas presentes no estádio. Um defesa central William Carvalho, aquando a expulsão do Tobias, foi tão estranha para mim como nem tanto para ele pois o “bichinho” de preencher a sua posição natural no terreno mostrou a sua evidência em algumas ocasiões, nada que tenho interferido na sua eficácia ao estilo de jogo proposto já que o Sir até esteve em muito bom plano.

Quem acabou com as chuteiras a cheirar a fumo foi Adrien. O autor do golo saiu exausto antes do final da partida, ciente de ter corrido uma maratona para preencher os espaços vazios que surgiram quando passámos a jogar com menos 1 elemento. Teria sido uma normal carga de ombro de Tobias Figueiredo não fosse Leozinho ter acelerado ao ponto de ser carregado quando se ia a isolar. Aconteceu e pronto! Deu um destaque extra ao marcador do primeiro golo do jogo pela vontade, entrega e pilha infinita no que toca a servir os interesses desta grande instituição.

Então e ninguém me pergunta como foi o meu Sábado?! Após outra telenovela com muito porno à mistura entre os azuis do restelo e o auto-denominado maior da Via Láctea estava eu de viagem a ouvir na rádio que o Belenenses ia alinhar frente aos lampiões com 3 centrais (porque já não se pode ganhar mas empatar dá jeito a muito boa gente), e como idolatro futebol e o Porto jogava à mesma hora, fui fazer um petisco e ver o 4º episódio da 5ª temporada de Game of Thrones. O primeiro golo do Jonas também dá vontade de cortar cabeças mas não lhe tiro o mérito. Foram triangulações muito bem feitas entre uma equipa e outra com o culminar num remate sem hipóteses… para os rivais mais diretos.

É por isto que nos podemos gabar de ter 2 museus oficiais mas não o de ser o clube com mais estádios no mundo. Aí o Benfica ganha-nos com grande margem. Resta-nos um Super Sli a desbloquear os marcadores mais difíceis e uma equipa que, quer com a cabeça, quer com o coração, não precisa que o inimigo se condicione a si próprio. Assaltar um banco é culpa do ladrão! Assaltar o mesmo banco por 2 e 3 vezes já é culpa dos polícias…