Naide

Sobre o nosso estádio, a nossa casa

por 31 de Março de 2015Sem categoria0 Comentários

Sobre o nosso estádio…

É uma casa que não é consensual. É a nossa casa, e é o nosso sportinguismo que faz com que olhemos para ele como algo do mais belo que existe, casa da mística, Meca do verde e branco. Ponto de romaria em dia de jogo.

Mas todos sabemos que não é perfeito. Aqui, não falo dos mastros que eram amarelos e passaram a verdes. Pormenores…

Ou dos azulejos, invocação da tradição portuguesa na arte da azulejaria. Que os nossos rivais os associem a WC diz mais sobre eles que sobre nós. Porque se lhes falássemos em papel, a mente deles associaria ao higiénico onde limpam o traseiro, e não aquele material onde a humanidade suporta o pensamento, onde Guttenberg imprimiu pela primeira vez com caracteres fixos, aquilo com que se fazem os nossos livros.

Não. Falo, maioritariamente, no fosso.

O Estádio José de Alvalade Séc XXI foi construído num momento onde o adepto, para a direcção, era um mero cliente. Um espectador. E nem das modalidades que tentaram excisar do clube, com o argumento financeiro, só do futebol, onde quase empenharam o futuro do clube.

Talvez assim se perceba a opção em realizar uma divisão mortal entre o adepto leonino e o relvado, que é o fosso, em vez da construção de uma inclusiva pista de atletismo que tanta falta nos faz.

Espero que, num momento de retomado sportinguismo, de uma direcção competente e que ama o clube em todas as suas vertentes, no momento em que voltamos a ter um pavilhão, satisfação para todos nós, a prioridade seguinte a nível de infraestruturas seja a cobertura do malfadado fosso, e, se possível (ouro sobre verde): a sua substituição por uma pista de atletismo onde os futuros Carlos Lopes possam evoluir perante o olhar e o aplauso dos adeptos sportinguistas.