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Nani e mais 9

por 10 de Março de 2015À saída do estádio0 Comentários

Fico boquiaberto, estupefacto e até envergonhado, quando oiço os adeptos do meu Clube assobiarem um craque como o Nani.

Este jogador não é intocável, nem insubstituível. Aliás, num jogador o é. Ainda assim, Nani é claramente de outro patamar, tem outra dimensão futebolística e já demonstrou o imenso orgulho que sente por ostentar ao peito o símbolo do leão.

Nani teve um azar que o afastou dos relvados durante um largo período. O pico de forma que tinha atingido e que galvanizou o Sporting, com exibições de gala, com golos e assistências, perdeu-se no estádio do Bessa. O número 77 estava em ponto rebuçado antes da lesão.

Impedido de dar o seu contributo durante nove jogos, a equipa ressentiu-se da falta do seu comandante. O craque que agora mora em Alvalade, é o líder sem braçadeira, é o elemento que incentiva e carrega a equipa às costas: Ele grita, bata palmas, protesta com o arbitro e puxa pelos colegas.
Dentro de campo, mistura o futebol de rua com o dos grandes palcos onde já actuou.
É o jogador que toma mais iniciativa, que ganha mais faltas, que arranca mais cartões, que chuta mais, que cruza mais, que arrisca mais…

Mas a linha que o separa dos grandes lances às perdas de bola de forma “infantil” é muito ténue, e num tribunal exigente como o de Alvalade (só em alguns casos) isso pode causar um efeito negativo no jogador.
O seu futebol ainda não está consistente, mas está mais perto. Ontem, foi o melhor em campo, mesmo que o seu futebol ainda esteja com alguns soluços. Deste lado, também se acha que, às vezes, há um toque ou uma finta a mais. Também se acha que, houve jogos, em que a sua participação em campo foi practicamente nula. Mas, caramba, é só deste lado, que se sente um orgulho incalculável em poder contar com um dos melhores jogadores na sua posição a nível europeu?