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A Podridão Cerebral Também É Um Rival!

por 10 de Fevereiro de 2015Os textos do Damas0 Comentários

Existirá sempre aquela coisa chamada de rivalidade no que a clubes, política e religião toca, principalmente quando confrontados numa área geográfica específica tanto para crentes como para agnósticos, gregos e troianos, sportinguistas ou lampiões. 

Deixo claro que o inimigo número um não é o benfica. Terá de ser sempre a equipa do jogo seguinte, uma partida na qual queremos monopolizar os 3 pontos. Simpatias é para depois dos jogos quando os sumários abafam os prognósticos e se vê quem é que efectivamente foi melhor nos 90 minutos. Especificamente a jornada passada não nos favoreceu, pois os últimos segundos de jogo premiaram mais a equipa que não queria perder, ao invés da que mais trabalhou para ganhar. Dou o mérito a Jorge Jesus. Se fosse o Sporting a empatar nas mesmas condições a festa seria diferente para os dois lados mas, estatisticamente falando, os números do jogo foram injustos para o universo leonino, pois no final da jornada, continua a ser apenas uma equipa a depender dela própria (e de mais qualquer coisa) para ser campeã.

Há uns anos a alma benfiquista apostava em mais avançados com o jogo a favor para resolver intimidar o campeonato com todo o poderio atacante que tinha ao dispôr. Talvez desde o minuto 92, há 2 épocas, em que o factor "K" fez Jesus ajoelhar no relvado, que a coisa mudou de rumo. Senão vejamos: O campeonato de 2014/2015 tem mais duas equipas a lutarem para não descerem de divisão. São 12 pontos em 4 jogos que poderão ter influência no topo da classificação, o que faz com que derbys e clássicos percam alguma relevância nos chamados "jogos do título". Os lampiões têm tido uma (irregular) regularidade nas vitórias contra os mais pequenos e, com mais ou menos ajuda, bem que se podem dar ao luxo de jogar para defender em terrenos perigosos, como foi exemplo o fantástico ambiente de Alvalade.

Serei Anti-Benfiquista?! Poderia falar das quebras de tempo do Artur, um chuto de costas do Pizzi a rezar para que desse alguma coisa na área do Sporting, onde a sorte dos matraquilhos fez de Jardel um símbolo das águias para o resto da temporada... Não o irei fazer porque qualquer equipa pequena/medíocre o faz para compensar a falta de qualidade do momento. O que mete nojo em espetáculos desportivos é mesmo a faixa "Very light 96" que apresentam para ocultar a metade do cérebro em falta por aqueles lados. Rui Mendes tinha 36 anos quando foi atingido por um Very Light vindo a mais de 130 metros na horizontal proveniente da claque benfiquista na final da taça daquele ano. Ter humor negro é um direito de quem quer mas fazê-lo numa situação em que se está no lado da culpa é estupidez desmesurada.

Não tomo o todo por apenas uma parte, pois construí várias amizades com adeptos e simpatizantes de outras barricadas. Se por ventura ser anti-estupidez, anti-desrespeito, anti-falta-de-ética, anti-mentira ou anti-rui-gomes-da-silva-quando-nos-chama-de-virgens-ofendidas-por-causa-da-tarja-entre-outras-coisas, for de encontro com o que a comunidade encarnada defende anarquicamente... Aí sim!
Hei de ser anti-benfiquista até morrer! Os meus filhos e os meus netos também o serão, até que essa raça putrefacta, que idolatra crimes à vida, se extinga de vez do planeta.