AROUCA - SPORTING

Do jogo contra o Arouca. Em Arouca. No campo do Arouca.

por 2 de Fevereiro de 2015À saída do estádio0 Comentários

Estou há um bocado a ouvir a Bola TV com o Pedro Emanuel a obter o triplo ou mais do tempo de antena do treinador Marco Silva. Aparentemente o derbi está lançado. Quando esta personagem considera ali na TV que o Arouca, cuja tática nº1 consiste em cair o mais possível dentro ou à entrada da área do Sporting, e a tática nº2 em desempenhar Hamlet em cada contacto físico com qualquer jogador leonino, que “o resultado é injusto para a minha equipa!”, eu creio que ou o ex-portista vive numa realidade paralela, ou estamos conversados sobre a qualidade do futebol em Portugal.
Ou então já se está a lançar o guião para o Sporting-Benfica. Nesse filme de ficção, o Sporting, o mau da fita que beneficia de penaltys, falta geral de qualidade na equipa e é liderado pelo imperador Palpatine, enfrenta o campeão da verdade desportiva, da gestão e da qualidade da bola no relvado. Como vos disse, é ficção.

Ao Sporting e seus adeptos, os catedráticos asseguram desde a primeira jornada que a luta pelo campeonato lhes está vedada. “Não há qualidade na equipa, só em 2 ou 3 jogadores”, “não há qualidade no banco ou nos reservas”, “o plantel é curto”, “o treinador é inexperiente e não tem peso no balneário”. A teoria agora é que “se o Sporting tivesse defesas centrais de melhor qualidade…”

A realidade, claro, tem pouco a ver com a opinião destes. Porque, como se vê, o Sporting vence. Vence vezes seguidas, sem Nani o melhor executante, sem Slimani, o melhor marcador, sem Jefferson, um dos melhores assistentes.
É do banco que, muita vez, vem o golo salvador ou a mexida na equipa que assegura um Sporting diferente. Mérito dos substitutos (que não prestam) e do Marco Silva, esse inexperiente que não tem os jogadores na mão.
O plantel curto, no entanto, assegura que a 3 meses do fim da época estejamos em todas as competições e só tenhamos trocado a liga dos Campeões pela liga Europa por causa dos homens do gás. Há por aí plantéis e treinadores cuja gestão da mais altíssima qualidade no plantel é incensada por pouparem os jogadores na Europa para se concentrarem na Taça da Liga… Critérios.

É, portanto óbvio que, para os analistas desportivos, o Sporting não conta para as contas. Como vos disse, o “trailer” para o fim deste blockbuster, que vamos assistir em sucessivas reposições ao longo da semana, é o “colinho ao Sporting”. Muitos efeitos especiais. Mas as explosões não se ouvem no espaço…

Mas voltemos a Arouca e às queixinhas do Emanuel. Ele diz que o apitador fez confusão nos penaltys. Tem razão. Aquele da mão do Tobias não devia ter sido assinalado. A lei fala de intenções, de remates perigosos à baliza e remates à queima-roupa, e foi precisamente o que aconteceu: Tobias vira a cara, tenta tirar as mãos para trás das costas e o remate não ia dar em golo.

Sobre o do Jonathan fiquei com certeza que era, mas quando se vê na repetição que o lateral esquerdo corta a bola pela linha lateral antes de tocar no atleta adversário, fiquei contente por eu não ser profissional do apito. Teria errado ali. Mérito para o árbitro Jorge Ferreira que desta vez, viu bem.

Lá mais para o fim do jogo, o Augusto Inácio agrediu Jonathan com uma entrada viril e uma chapada na cara perto do banco do Arouca, portanto amarelo bem mostrado ao Argentino e expulsão justa para o director do futebol leonino, que assim fica vedado de ser atingido pela pastilha do JJ no próximo derbi, quando este invadir o banco leonino a esbracejar.

Entretanto aconteceram alguns golos num relvado que, para pena dos nossos adversários ou do presidente da câmara de Arouca, não estava tão alagado que justificasse a transferência do jogo para Aveiro.

E entrou um jogador adversário em campo que veio da academia leonina. O Duque devia investigar estas vergonhas, porque, apesar das regras votadas por todos os clubes da liga especificarem que não pode haver restrições quanto a jogadores emprestados, é quase certo que pode ter havido aqui alguma falcatrua ou acordo de cavalheiros…

P.S.: Observem as forma díspares como são apresentadas nos pasquins, as negociações de contrato de Maxi Pereira e Cedric Soares.

P.S.1: Observem como são apresentados de formas tão díspares a suposta crise entre presidente e treinador e o bacalhau que deram ontem em Arouca.