FUTEBOL

Coincidências?! Não. Eu chamo-lhe colinho!

por 24 de Fevereiro de 2015Os textos do Damas0 Comentários

Começa a ser cada vez mais difícil de suportar o cheiro a podridão que emana da liga portuguesa de futebol. Parece mesmo não ter cura, este tumor que durante décadas tem vindo a deteriorar o desporto rei aqui no burgo. Não fosse o enorme amor pelo leão rampante, e certamente já teria desligado de tudo isto.

Se há coisa que não suporto nesta vida, é ver vencedores sem mérito, vencedores que apenas triunfam através de ajudas ou de facilitismos de terceiros. E o mesmo diria se fosse o Sporting a vestir essa pele. Gosto de ganhar com justiça. Gosto de sentir que mereço cada conquista, pois só dessa forma, consigo desfrutar de todo o seu encanto, só assim me consigo sentir verdadeiramente um vencedor. Esta é a única forma de vencer. Para mim, claro… Outros não estão muito importados com os meios, apenas com os fins. É triste, mas essa gente existe mesmo, não é ficção, isto de que vos falo.

Depois de analisar cuidadosamente as estatísticas dos jogos do eterno rival realizados até este momento, podemos concluir que, em 8 dos 22 encontros, houve uma expulsão para o adversário. Sendo que, apenas por uma vez, o Benfica se viu na situação de ficar reduzido a 10 unidades – expulsão de Talisca, frente ao Marítimo, aos 89 minutos de jogo, e já com o resultado fixado em 0-4 para os encarnados. Por outro lado, se olharmos para as estatísticas dos jogos do Sporting, constatamos que foram mais as vezes que ficámos reduzidos a 10, do que as vezes que vimos o nosso adversário ser penalizado com a cartolina vermelha. Foram apenas duas, as vezes que terminámos um jogo com vantagem no número de unidades em campo, contra cinco nas quais ficámos em desvantagem. Coincidências?!

Os mais atentos ao jogo com o Gil Vicente, devem certamente ter fixado o nome de Sérgio Semedo do lado gilista. O médio cabo-verdiano da equipa de Barcelos, foi o primeiro jogador a ficar amarelado na partida (aos 16 minutos mais precisamente), no entanto, deu-se ao luxo de dar pau até quase ao fim do jogo, sem que o árbitro o tivesse admoestado com o segundo amarelo e consequente vermelho. Por outro lado, em Moreira de Cónegos, André Simões, por alegadas palavras dirigidas ao árbitro (que normalmente resultam em cartão amarelo e só depois de alguma insistência poderão dar algo mais do que isso), viu o cartão vermelho sair do bolso de Jorge Ferreira, que não hesitou em expulsar o médio do Moreirense. A disparidade de critérios é gritante, e a forma como se contornam as leis de jogo, ajudando o primeiro classificado e prejudicando todos os outros que o enfrentam, é só patético e anedótico.  Coincidências?!

E já que estamos a falar de lances e más decisões, podemos também referir os lances na grande área gilista, nos quais João Mário e Paulo Oliveira são impedidos, de forma faltosa, de poder alvejar a baliza de Adriano Facchini. Podíamos perfeitamente ter desbloqueado o jogo mais cedo e podíamos mesmo ter ido para os balneários com uma confortável vantagem de 2-0, no entanto, fomos com um empate a zero. Mais coincidências?!

Há quem lhe chame coincidências. Eu chamo-lhe colinho!