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O último toque do Samurai

por 12 de Janeiro de 2015À saída do estádio0 Comentários

Podia perfeitamente ser o título de um filme estrelado por Tom Cruise, mas neste caso especifico, o actor tem outro nome e foi claramente a estrela principal do filme que, ontem, rodou no estádio AXA.

Começo por partilhar com vocês a frase que proferi, antes sequer de perceber quem iria bater o livre directo: “ Esta, é para o Tanaka encaixar de pé esquerdo ao ângulo da baliza.” E foi. Tal e qual. Não podia ter enchido de melhor forma as medidas do meu pedido. É um remate perfeito, daquele que será muito possivelmente o nosso melhor marcador de livres neste momento. Vestindo por momentos a pele de Luís Freitas Lobo,  este é daqueles golos que “ merece ser encaixilhado e pendurado numa parede do Museu do Louvre.” Foi fácil, barato e não deu milhões mas deu 3 pontos importantíssimos.

Teria ficado um enorme sabor a injustiça se tivéssemos saído de Braga sem a vitória. Penso que quanto a este ponto estamos todos de acordo. Fazendo jus aos primeiros 20/25 minutos da segunda parte, nos quais praticámos um futebol de grande qualidade e sem deixar que existisse outra equipa em campo, a vitória acaba por encaixar que nem uma luva na equipa que mais fez por abraçar o triunfo. Foram imensas as ocasiões que tivemos para inaugurar o marcador e imensas as grandes jogadas que fomos capazes de construir para alcançar esse objectivo (grande Culebra, mais uma vez).

Num campo onde é tradicionalmente difícil passar e onde o primeiro classificado cedeu, até ao momento, a sua única derrota para o campeonato, o Sporting conseguiu ser superior e mostrar toda a qualidade que a equipa tem. E não me refiro apenas aos jogadores, refiro-me também à equipa técnica liderada por Marco Silva. É de louvar o trabalho de bastidores do jovem treinador leonino, que ao fazer subir mais João Mário no terreno, nos segundos 45 minutos, aproximando-o mais de Montero de forma a apoiar o colombiano, conseguiu também subir o pressing da equipa, impedindo que o adversário emergisse na partida. É bem Marco, é bem…

Também no campo das substituições, Marco Silva foi cirúrgico e oportuno. A primeira e única cartada foi jogada apenas ao minuto 79 (tarde demais dirão muitos), e não se justificava que tivesse acontecido mais cedo, dada a grande segunda parte realizada pela malta de verde e branco. Tanaka e Mané, foram a jogo ao mesmo tempo mas tiveram influências muito distintas no desafio. Quis o destino, que o Leão Samurai entrasse para decidir o resultado no último suspiro do jogo, naquele foi o último lance do desafio. Um golo que me fez saltar (muito) e gritar bem alto: Arigatõ, Tanaka, arigatõ!

Um golo que certamente não vamos esquecer tão cedo e que vem claramente mostrar que o japonês está a ganhar terreno nesta equipa. Numa fase em que perdemos Slimani para a CAN, não podia ser mais oportuno o despertar deste guerreiro de olhos em bico. Do Japão com amor, Tanaka, Tsubasa, Samurai, o que lhe quiserem chamar, veio para mostrar serviço.