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Empréstimos…

por 22 de Janeiro de 2015Os textos do Damas0 Comentários

Sobre o jogo a contar para a Taça da Liga, o meu amigo “Sporting, tu vais vencer”, tem algo para nos dizer, por isso, e antes de ele o fazer, eu aproveito para analisar algumas das movimentações que ocorreram na reabertura do mercado de transferências.

O mercado abriu e o Arouca não desperdiçou tempo. Fokobo e Iuri Medeiros, ambos da equipa B do Sporting, são os primeiros reforços de inverno para o 14.º classificado da Primeira Liga. São mais dois produtos da formação leonina, de quem se espera naturalmente um futuro promissor, que terão a oportunidade de jogar num ritmo competitivo mais elevado.

O empréstimo é sempre bem pensado quando tem como objectivo definir quem fará parte do futuro do Sporting. E pode ser encarado de duas formas:

Primeiro: Fará bem aos índices de maturidade, vai dar tarimba e permite aperfeiçoar as potenciais qualidades. Nem todos nascem com o dom de Cristiano Ronaldo. A maioria dos jogadores têm que trabalhar um pouco mais, como foi o caso de Adrien, Cedric e mais recentemente João Mário. Exemplos pragmáticos do efeito positivo que um empréstimo pode gerar na carreira de um jogador. Não dando um passo maior que a perna, respeitando os processo de aprendizagem e crescimento, podem vir a ser tão nucleares na equipa leonina como é o caso dos exemplos que acima referi.
Segundo: O empréstimo também é uma forma do Clube poder dissipar algumas dúvidas sobre determinados jogadores. Tais como as eternas promessas, os jogadores medianos ou aqueles que precisam de mais tempo para explodir. Os motivos que levam algumas promessas a não singrar no Sporting são do mais variado tipo. Há de tudo: Pode ser falta de qualidade, um lesão grave ou simplesmente falta de cabeça (Olá, Paim!), no entanto, ao avaliar-se de forma concreta e detalhada, torna-se possível fazer uma triagem daqueles que servem, ou não, para o futuro do leão rampante. Funciona com uns, não funcionará com outros. É a ordem natural das coisas. Quem não se lembra de Saleiro, Custódio, André Marques, Wilson Eduardo…?

O único receio no meio desta estratégia, é o Sporting acabar por provar do seu próprio veneno. Tal como já aconteceu no passado. De forma a precaver o futuro, espero que Bruno de Carvalho aplique as mesmas doutrinas que outros trataram de implementar no futebol português. Alguém se recorda de Quiñones, Abdoulaye, Miguel Rosa e Deverson?

Quem também está de saída é Maurício. Numa primeira fase por empréstimo, mas com a Lázio a ficar com a obrigatoriedade de compra do passe do jogador no final da época. Não posso deixar de salientar o bom negócio que o Sporting realizou.
Até há pouco tempo, o hábito era comprar caro e desvalorizar. No presente o cenário é transfigurado. O Sporting pagou por 90% do passe de Maurício, 450 mil Euros, e passado ano e meio, vende por 2.7 milhões de Euros. Do ponto de vista do plano financeiro tem de ser encarado como um excelente negócio. O lucro de 2.2 milhões de Euros que o Sporting obteve por um atleta sem palmarés e currículo internacional, tem obrigatoriamente que ser considerado um bom acto de gestão da estrutura directiva liderada por Bruno de Carvalho.

Resta-me, enquanto sócio do Sporting clube de Portugal, agradecer a todos aqueles que se empenham com profissionalismo e integridade. E Maurício foi um atleta exemplar. As suas fragilidades foram sempre colmatas por uma vontade inabalável e por uma humildade contagiante. Obrigado Xerife, que sejas feliz!