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Mensagem Interna

por 3 de Dezembro de 2014Os textos do Damas0 Comentários

Por vezes, parto para um texto sem fazer a mínima ideia do que vou escrever. Ligo o complicador, ando às voltas e apago. Volto a escrever outra vez, sempre com as baterias viradas para o máximo de qualidade possível, mesmo sabendo, e encarando-o de forma leviana, que nunca serei distinguido com nenhum prémio literário ou algo que o valha. Continuo a tentar, mas sai ao lado. Porque bateu no poste, porque tropecei, porque foi para fora… sei lá! Há dias assim.

É verdade que estou aqui porque quero. Livre de qualquer obrigação. Faço-o por gosto e sempre com o intuito de transformar as minhas palavras numa imagem nítida para quem lê. Mesmo que sejam apenas amigos ou familiares, equipo-me a rigor: Ajeito a gola como o Nani, coloco a braçadeira como faz o Rui Patrício, peço alguma inspiração divina como faz o Slimani e entro para dentro do texto cheio de vontade de jogar bem.

E quando sai bem? É uma maravilha! Sem virgulas, nem reticências a atrapalhar, sem falhar numa pontuação que me faça olhar para trás e sempre confiante que a fluidez e criatividade tratam de certificar-se que tudo fica no lugar. Mas, ultimamente, tenho andado lesionado. Porque isto também cansa. Também desgasta e exige esforço. Porque deixa de ser prazer e passa a ser dever. Deixa de ser esporádico e passa a ser habitual.

O bom, no meio disto tudo, é que tenho nesta equipa um Montero de sorriso na cara, um Carrillo capaz de serpentear novas linhas de qualidade e um Mané a reforçar a juventude e a acrescentar alguma rebeldia a esta já longa jornada.

E é sempre por amor a camisola. As viagens fora e em casa. As quotas. A Gamebox. As camisolas. Os cachecóis. O Blogue. Faço-o pelo Sporting. Isto dá-me a sensação de estar mais perto do meu clube, de ser mais um que apoia de forma especial. Que diz presente. Que bate palmas no sucesso e que pede sempre para nunca baixar a cabeça no fracasso.

Alguns abandonaram este barco, outros dão poucos sinais de vida e muitos sopram para o lado na hora do reconhecimento. Porém, mesmo nas adversidades, vamos continuar aqui de pedra e cal.

Prometo continuar a batalhar como faz o Adrien, volta a recuperar a forma tal como o William e a surpreender como o Paulo Oliveira. Nesta luta nunca estou sozinho. Num universo de mais de três milhões de Leões, vou continuar a acreditar que este espaço também é um pouco do Sporting Clube de Portugal.

Sporting Sempre!