rapazes

Mais uma moedinha, mais uma voltinha…

por 2 de Dezembro de 2014Os textos do Damas0 Comentários

O carrossel que é o futebol português não pára de dar voltas e, depois de onze jornadas disputadas, as cadeiras continuam a ser ocupadas pelas mesmas figuras e os lugares com direito a benefícios e regalias, continuam entregues aos clientes habituais. Não há meio de acabarem as fichas a estes senhores. Aquilo que supostamente deveria ser uma viagem de altos e baixos para todos, parece ser uma viagem de altos para uns e de baixos para outros.

Os erros nas arbitragens acontecem em qualquer canto do mundo. Ponto. Aquilo que se pede aos senhores do apito é que sejam imparciais e que errem para ambos os lados, caso contrário, estamos perante algo que pode parecer tendencioso. E é claramente esse o rumo que leva o nosso futebol. Começa a ser difícil encontrar jogos do líder do nosso campeonato, nos quais não aconteçam casos de arbitragem, nomeadamente, casos que beneficiem o clube da Luz. É semana sim, semana sim. No entanto, são muitos os que consideram isto uma situação normal, argumentando que os clubes grandes são sempre os mais beneficiados e que não há diferenças consideráveis entre eles no que toca a benefícios. Este, é sem dúvida um ponto de vista optimista que apenas poderá vir do lado daqueles a quem a vida corre às mil maravilhas e que, com maior o menor dificuldade, lá vai somando 3 pontos todo o santo fim-de-semana.

O argumento de defesa dos nossos rivais nesta jornada que passou, nasceu do facto de William Carvalho ter dado dois toques na bola na marcação de um livre que acabou por resultar em golo para a turma de Alvalade. Para que conste, o livre em questão foi marcado à saída do nosso meio campo, ou seja, a pelo menos 50 metros de distância da baliza adversária. William, deu dois toques na bola na direcção de Jefferson que, por sua vez, correu no mínimo 38 metros com ela nos pés, cruzando para Slimani que, em posição regular, repito, regular, marcou um golo de belo efeito. Um golo mais do que justo por tudo o que tínhamos feito até então, um golo que pecou apenas pela demora e que veio dar vantagem à única equipa que tinha demonstrado vontade em vencer o jogo. Foi vergonhosa a atitude dos pupilos de Domingos Paciência que, desde o primeiro minuto de jogo, fizeram de tudo para perder tempo, praticando um anti-jogo que apenas envergonha os seus executantes e que em nada dignifica o nosso futebol. Ainda assim, o treinador sadino fez duras queixas à arbitragem, alegando que o primeiro golo nasce de um lance irregular e que terá também ficado um vermelho por mostrar a Mauricío. Só faltou mesmo dizer que a derrota era injusta e que a sua equipa merecia melhor sorte, enfim…

Quem merecia, efectivamente, melhor sorte era a Académica e o Rio Ave. Os estudantes, foram penalizados com um golo irregular de Luisão ao minuto 45, golo que acabaria por sentenciar a partida ainda durante a primeira parte, dando uma confortável vantagem de dois golos ao líder do campeonato. O capitão do benfica estava claramente fora de jogo no momento do cruzamento (através de um lance de bola parada) para a grande área adversária. Nem mesmo com a ajuda da linha de grande área o árbitro auxiliar conseguiu reparar na posição irregular do central do brasileiro. Incrível! No dragão, o Rio Ave foi claramente prejudicado em duas grandes penalidades não assinaladas a seu favor e um golo de Jackson Martinez que nasce de um lance que deveria ter sido invalidado por falta cometida pelo avançado colombiano. Podia ter sido uma partida difícil para os fruteiros (caso o árbitro tivesse ajuizado segundo as leis de jogo), com um resultado muito diferente do 5-0 que se verificou no final do desafio.

Mas que importa tudo isto se o William Carvalho deu dois toques na bola na marcação de um livre a mais de 55 metros da baliza adversária?