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Nós e Eles, juntos pelo Sporting!

por 6 de Novembro de 2014À saída do estádio0 Comentários

Sozinho, lá fui, em direcção a Lisboa. Cheguei com alguma antecedência às roulotes e meti a conversa em dia com o Rui. Entretanto, com o aproximar da hora do hino da Champions League, chegou o João, o André, a Sofia e o Raul. A tropa estava reunida: siga lá para dentro!

Começou o hino da Champions League e com ele chega a primeira manifestação de desagrado no estádio de Alvalade. Fizemo-nos ouvir com estrondo numa monumental assobiadela, deixando bem vincado que não nos esquecemos do roubo na Alemanha. Na bancada, entrámos a ganhar. No relvado, de sorriso na cara, o Slimani perguntou ao Saar: “Sentiste?”.

A bola estava a rolar. Entrámos fortes e com determinação e logo aos 5´ m, o Nani teve tudo para fazer o primeiro… Mas falhou. “‘Vamos, Nani!”, dissemos-lhe nós. No relvado, eles iam correspondendo. Na bancada, nós íamos incentivando.

Um quarto de hora de jogo e golo do Schalke. Contra a corrente daquilo que se estava a passar no relvado e com bastante azar, o Sli colocou a bola na própria baliza. “Na primeira vez que vão à nossa baliza, fazem esta merda…”, diz o André. Lá em baixo, o Adrien gritou: “Levanta equipa!”. Na bancada, nós passávamos a mensagem de que acreditávamos: “Sem medo, Sporting!”.

O Mané começou a entortar o defesa esquerdo da equipa alemã e a equipa percebeu que deveria insistir por esse corredor. O Nani passou depois de um nó e acabou derrubado. Falta. Na bancada dizíamos que quando eles usam a camisola é para ganhar. O Jefferson bateu muito bem o livre e, no coração da área, Saar dá-nos o empate. Festejámos todos. Eles, no relvado, e nós, na bancada. Até ao intervalo tivemos mais duas oportunidades de golos claras, desperdiçadas por João Mário e Mané. Foram até às cabines ouvir o que o Marco lhes tinha para dizer. Na Curva Sul, aproveitámos para descansar um pouco.

Chegou a segunda parte. No relvado, eles continuaram com intensidade e atitude e, ao 52´minutos, o nosso Roberto Carlos da Amoreira, marcou um golaço! No banco, o Marco festejou efusivamente. Na bancada… A loucura. Pouco tempos depois do segundo golo, um jogador do Schalke apareceu na pequena área pronto para restabelecer a igualdade. Contudo, na nossa baliza, mora um imperador. Numa mancha perfeita, Patrício fez um abafo gigante e salvou a equipa do empate quase certo. “É o Rei!”, exclamou a Sofia. Na bancada, festejou-se como se de um golo se tratasse.

Pouco depois, bola na direita para o Carrillo e este, num dos seus rasgos sensacionais, partiu o pouco que restava do defesa esquerdo (que por esta altura já devia ter sido expulso), avançou num sprint e assistiu o Nani, que fez o terceiro em Alvalade. Festejámos muito o regresso de Nani aos golos na sua casa. E ele também. Olhou para nós, dizendo: “Golo, caralho!”. Adrien juntou-se a ele, levantaram o braço e cerraram os dentes.
Tudo se perfilava para que o jogo estivesse decidi até que, ao minuto 88, o Schalke reduziu para 3-2, deixando-nos a todos em estado de alerta. “Nunca estamos descansados!”, foi o meu desabafo para o João. Passados 3 minutos, e já no tempo de compensação, o Rossell mandou a bola na direcção do Sli e, num cavalgada impressionante, o magrebino de Alvalade faz o quarto golo e coloca um ponto final no resultado. “Islam…” diz o Botas. “Slimani”, retorquímos nós. Na bancada, acabámos a dizer-lhes que o verde é a cor da nossa fé. E é mesmo, rapazes!

Sozinho, lá fui eu para Leiria. Feliz e contente por ser adepto do Sporting. Ganhar categoricamente frente a este adversário com oito portugueses no onze titular é algo do qual todos nós devemos ter orgulho. Estamos fortes e estamos na luta. No Domingo nós vamos estar na bancada para apoiar. Para vocês, rapazes de verde e branco, que jogarão frente ao Paços de Ferreira: joguem como se fosse outra vez dia de Champions League. Porque para se jogar neste clube tem que se estar sempre ao nível de campeão. Estamos juntos. Sporting! Ontem, hoje, amanhã e sempre!