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Coisas Que Acontecem

por 10 de Novembro de 2014À saída do estádio0 Comentários

Não podia estar mais de acordo com o meu amigo “Verde, Logo Existo” quando este diz: «Numa jornada onde os rivais jogaram fora o nosso dever seria pelo menos fazer os 3 pontos. Não os fizemos por culpa própria mas são coisas que acontecem.».

Pois acontecem. E acontecem ainda mais quando nos metemos a jeito. Quando damos 45 minutos de avanço a um adversário que, ao contrário daquilo que o seu treinador pensa, não se superiorizou em momento algum à equipa do Sporting. O Paços de Ferreira jogou, enquanto a equipa de Marco Silva permitiu. Ou seja, nos tais 45 minutos em que a disponibilidade física da equipa, consequências da intensidade dos jogos da Champions League, ficou muita aquém do expectável, a equipa de Paulo Fonseca foi capaz de controlar o jogo e chegar ao golo.

Na segunda parte, já sem William e Carrillo e com Mané e Montero em campo, o Sporting entrou com mais vontade. Marco Silva mexeu bem e com efeitos imediatos, porque volvidos pouco mais de cinco minutos, o nosso Fredy Krueger disparou um petardo do meio da rua que só parou no fundo da baliza dos castores. O golo galvanizou a equipa. E do golo, até ao fim do jogo, foi uma avalanche de oportunidades. Primeiro Capel, depois Slimani, depois Mané, outra vez Slimani e depois Montero… foram muitas as oportunidades de golo, mais que suficientes para ganhar tranquilamente. Mas são coisas que acontecem…

São dias menos bons. Ontem foi um dia que entrámos sem meio campo. William esteve muitos furos abaixo das suas capacidades e João Mário e Adrien apresentaram sinais de cansaço evidentes. Na defesa foi mais uma exibição para confirmações: Estamos a ganhar um grande defesa central chamado Paulo Oliveira e estamos condicionados em tudo o resto. No ataque, Nani esteve um pouco apagado e isto reflecte-se abusivamente no futebol atacante do Sporting. Slimani esteve em dia não, não picou nem voou como nos tem habituado, deixando o ataque à mercê dos rasgos individuais de Mané e Montero, os mais inconformados com o resultado.

Numa exibição muito amorfa e em que uma vez mais somos condicionados pela arbitragem, fica difícil de dar nota positiva a qualquer elemento. No entanto, este empate deixa um sabor amargo, porque mesmo não jogando nem sequer perto da plenitude das nossas capacidades, a equipa criou o suficiente para vencer, com especial destaque para Marco Silva que fez tudo o que estava ao seu alcance para ganhar o jogo. Na minha opinião foi o melhor em campo.

O pior em campo foram os adeptos, ou a falta deles… Então tu, que queres a bola ao Domingo à tarde, onde é que estavas? Sim, tu que dizes que o Sporting tem os melhores adeptos do Mundo? Aquele que tu dizes não ser um clube mas sim um família? Com apenas 10 jornadas e ainda com 72 pontos em disputa, com uma monstruosa vitória na Taça de Portugal, uma quase certa continuação nas provas europeias, onde estavas para apoiar?

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Temos muito para aprender e evoluir naquilo que é a mentalidade de um adepto. Ontem, no Signal Iduna Park, a equipa do Borussia Dortmund subiu ao relvado sabendo que ocupava o último lugar do campeonato alemão, porém a sua família estava lá toda. Uma falange de apoio inexplicável que tem tanta força e tanto amor ao clube que chega a ser arrepiante mesmo para aqueles que observam a milhares de quilómetros.
Jurgen Klopp, visivelmente emocionado, agradeceu do fundo do seu coração a todos os adeptos. O seu presidente diz que “enquanto ele quiser, será treinador do Borussia”. Os jogadores após o fim do último jogo em casa permaneceram no relvado a ouvir aquilo que os adeptos lhe tinham para dizer. Direcção, Treinador, jogadores e adeptos tem uma relação muito forte. Diria até que umbilical.

Nós, deste lado, por isto ou por aquilo, está sempre alguma coisa que não bate certo. Em Alvalade, às 18horas de Domingo e com bilhetes a preços acessíveis, estávamos apenas 28 mil. Fomos poucos, muito poucos, tanto dentro como fora do campo, para um clube que se quer grande e conquistador.