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Adivinha quem está cá!

por 6 de Outubro de 2014Os textos do Damas0 Comentários

Sinto-me aliviado pelo sucedido. Fredy Montero regressou aos golos e deu, de vez, um chuto bem calcado no cu dos fantasmas que pairavam desde a última vez que marcou, frente ao Gil Vicente, em Dezembro de 2013. Passaram então 300 dias a caminhar um longo deserto.

Foi preciso um vendaval de golos em 15 minutos, num jogo que estava difícil de desvirginar, tanto pelo campo em si, como pelo desacerto da nossa parte. O abre-latas em Penafiel não deixou de ser Super Sli (quem mais para tal?!) mas o momento chave pode muito bem ter sido a entrada do colombiano na mesma altura de Adrien para dinamizar o nosso esqueleto central no terreno.

Não é a primeira vez que me apetece falar de Montero e não será certamente a última. É dos jogadores com mais capacidade técnica e tática que alguma vez vestiram as nossas cores e, não tendo neste momento a eficácia da testa argelina do companheiro de ataque Slimani, quando entra em campo há um novo alento na massa associativa porque se sabe que podem haver golos... e haverão (nem todos me dão este friozinho na barriga Purovic... desculpa). De todos os episódios para recordar vem me à memória uma das primeiras frases, no dia da apresentação, já com o cachecol leonino aos ombros, quando lhe perguntaram quantos golos poderia prometer aos adeptos:
Montero: - Prometo jogar bem, entregar-me ao máximo e pôr o meu talento à disposição do corpo técnico e dos meus companheiros.

Um jogador dos adeptos, um jogador para os adeptos. É assim que se pode definir o homem Fredy que tanto pode criar algo do nada num jogo como acompanhar um ritmo frenético como o daquela segunda parte frente ao Penafiel e coroar-nos com golos e assistências. Se formos a ver todas as coisas boas que podem nascer com a sua alma no relvado não nos devemos certamente esquecer que será dos jogadores ideais para triangular com o Nani nas movimentações que o 77 gosta de fazer e, em Portugal, não conseguimos encontrar ninguém que tabele de costas para a baliza adversária com a naturalidade que o "cafetero" faz. A posição de número "10" é coisa do passado e ora se diga médio ofensivo ou "10" recuado o que é certo é que já não marca tantos golos como nos bem habituou ao início mas a equipa produz mais com ele a jogar como apoio ao ponta de lança, posição essa cada vez mais assumida pelos nossos extremos, os médios e claro, o tal gajo que voa como uma borboleta e pica como uma abelha.

Para quem achava que a chama se tinha apagado, desvalorizando até golos injustamente não assinalados pelos olhos do árbitro eis a resposta com pouco tempo em campo. Esperamos que seja o primeiro de muitos pois não há que dizer "Ele está de volta!" porque ele esteve sempre cá e com esta dose foi lhe tirado um peso dos ombros. Na próxima vez que tocar na bola já não é o gajo que não marca desde o Gil Vicente, será o gajo que tem o pé quente e pode fazer a diferença enquanto o adversário menos espera. Que o adversário possa ser já o Porto, o Schalke ou depois o Marítimo, isto claro, se nenhum dos outros jogadores leoninos o quiser fazer antes mas bom, bom, era uma carrada de golos distribuídos por todos os departamentos. Até o Patrício, que só faltou mesmo foi marcar ao Chelsea.

Consideremos então um bom "reforço" mental, não tanto para nós mas sim para "El Avioncito" que tanto suou para ser premiado desta vez, um esforço ao qual o destino disse que sim, e peca apenas por tardio. O resto é como o CR7  disse uma vez: "Os golos são como o ketchup". E este fim de semana fez o seu 22º Hat Trick pelo Real Madrid... coisa pouca!