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A arte de bem ganhar!

por 27 de Outubro de 2014À saída do estádio0 Comentários

1, 2 e 3. Foi uma conta rápida de fazer assim que se notou a hegemonia verde e branca na primeira parte do jogo frente ao Marítimo. Uma facilidade que se notou evidente com muita culpa do empenho da equipa leonina mostrando que no futebol as favas contadas somos nós que as temos de fazer. E caso o futebol tivesse descontos de tempo essa conveniência teria sido lançada mal Maazou festejou o primeiro golo do Marítimo. O avançado do Níger fez soar um pequeno alarme que duplicou o “credo na boca” assim que bisou num jogo que estava controlado até à altura do intervalo.

Mal acabou o jogo, Marco Silva falou dessas duas desconcentrações como um factor a ter em conta para análise e correcção, pois ganhámos sem margem para dúvidas, mas são 2 golos que não podem acontecer no nosso território sabendo que, se temos o ascendente do jogo, qualquer equipa adversária vê como única hipótese apostar no contra ataque. Não fosse Montero ir buscar o esférico às nuvens com um golo de belo efeito, a palpitação estaria presente até ao minuto final de mais uma batalha rumo ao nosso objectivo. Ganhámos! O objectivo foi assim cumprido, com altos e baixos naturais de uma liga bastante competitiva à oitava jornada e não é por termos sofrido 2 golos do actual melhor marcador do campeonato que vamos relaxar. Este 4-2 poderá mesmo ser o espelho do resultado contra a equipa insular no virar de milénio em que fomos campeões. Mesmo resultado, mesma camisola… esperemos que mesma classificação no final.

Desta vez, o Fredy fez de Acosta, o Patrício fez de Schmeichel, o Di Franceschi andou a transitar de Nani para Carrillo (e vice versa) e o João Mário bem poderia ser chamado de Aldo Mário ou João Duscher. Não me interessa como trocamos os nomes mas tal como os anteriores estes jogadores já merecem estar no Hall of Fame do Universo Sporting e merecem ser campeões. 18 golos nos últimos cinco jogos, sem derrotas no campeonato e já recebemos 2 candidatos ao título. Dependemos de nós e usaremos isso a nosso favor, a continuar já na próxima jornada, no sempre difícil reduto do Vitória de Guimarães.

Falando da vitória, é inevitável falar uma vez mais (e serão sempre poucas as vezes pelo andar da carruagem) de Nani. O extremo português está cada vez melhor e, sendo a opinião da maioria dos adeptos como o melhor do plantel em termos de exibições, escolher o mesmo para melhor do campeonato não será descabido de todo. Reforço ainda que, com a chegada do menino à casa que o formou, trazendo bastante experiência internacional, as exibições de Carrillo aumentaram exponencialmente. E regularizaram. Há também que referir, pois já não se vê o Peruano com intermitências nas estatísticas. Confesso que tenho sempre presente na ideia que Nani terá de voltar a Manchester mas numa época ainda no seu começo demonstra que ” em baixo de forma” é coisa que já não se diz pois no Sporting. A alegria de jogar voltou e é a base mais importante para trabalhar bem, que traz o sucesso como consequência garantida.

Já como o Domingo esteve recheado de coisas positivas, o mais certo que poderia antecipar o jogo no Minho (que poderia colocar em causa a qualidade da liderança da tabela), era a de que um dos treinadores poderia não assistir ao final do jogo. Correu como correu e assim se pode dizer que agora muitas equipas apenas dependem delas mesmas para serem campeãs. Se não estivesse interessado em dizer que essa hipótese é agora mais favorável ao Sporting Clube de Portugal é porque não merecia escrever verde no branco que com o mal dos outros estou eu bem. Com o nosso trabalho… irão os outros a ficar mal certamente.