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Um, dois, três, toma lá um empate outra vez!

por 15 de Setembro de 2014À saída do estádio0 Comentários

Contas simples: Quatro jogos, três empates e quatro pontos perdidos. Números que não impressionam e que não combinam com o plano traçado para esta época.

E se na jornada anterior, pontuar em casa do eterno rival, pode ser considerado positivo, nesta jornada e em Alvalade, o empate frente ao Belenenses, não pode deixar de ser considerado frustrante.

Boa casa, bom ambiente e uma curva com a garganta afinada. Dentro de campo, os jogadores do Sporting não respondiam com tanta afinação como no topo sul. O adversário, fazia o pouco que sabia, defendia com muitos e contra atacava – pouco – sempre que o leão amolecia.

Meia hora de jogo e o Sporting sofre o golo. É curioso que o tento sofrido aparece contra a corrente do jogo. Depois de uma entrada tímida e pouco esclarecedora, o clique de Nani e os 20 minutos de um “Sir William”, fizeram a equipa crescer. O Sporting aumentou o ritmo e a intensidade. Atrevo-me a dizer que até a vontade. Carrillo também andava por ali, sempre desconcertante e também um dos mais esclarecidos em campo. Com o pé no acelerador e o orgulho ferido, o Sporting insistia e, mais com coração do que com inteligência, continuava a criar oportunidades,  mas o homem-golo do Sporting não estava numa noite particularmente inspirada e isso provocou mossa no ataque leonino. Seis minutos após o golo sofrido, numa desconcentração do adversário, Carrillo rouba a bola e coloca uma ínfima parte de justiça no marcador.

No segundo tempo, houve sempre mais Sporting. Não fosse a baliza leonina estar imperialmente bem servida, o Belém, sempre através de Deyverson (muito interesssante este avançado brasileiro), dispôs de uma oportunidade soberana para fazer o segundo. Até ao fim houve muita vontade e pouco discernimento na altura do remate ou do último passe. Slimani fazia brilhar Matt Jones, William oferecia bolas à Juve Leo e o anti-jogo começava a tornar-se descarado.

Marco Silva, mexeu cedo na equipa. E mexeu mal! Retirou Carrillo, como referi anteriormente, estava a ser um dos mais esclarecidos, para colocar Capel. Minutos antes, o peruano tinha criado a melhor ocasião de golo, desperdiçada por Ricardo Esgaio. Depois Mané, no lugar de André Martins e Freddy Montero a encostar-se a Slimani, no tudo ou nada.
Enquanto isso, Adrien, não apareceu em jogo. Sempre vigiado de muito perto, poucas foram as vezes que pegou na batuta para organizar o futebol leonino e com a companhia de um André Martins que não joga nem faz jogar, o tridente do meio campo foi uma presa fácil de encaixar na teia defensiva montada por Lito Vidigal.

Efectivamente fomos sempre superiores, porém também fomos muitas vezes inconstantes e até inseguros (Maurício, está num momento de forma desastroso). À medida que o cronômetro foi avançando, os "Velhos do Restelo" subitamente começaram a sentir câimbras e a ganhar tempo com autênticos espetáculos de "rebolation" em pleno relvado enquanto aguardavam que a equipa médica chegasse para os acudir.

Frente a estas equipas pequenas, o Sporting deveria usar o descomplicador. Uma coisa simples e que consiste em aproveitar os livres directos e os muitos pontapés de cantos e fazer disso uma arma a nosso favor. Cantos e livres têm um índice de aproveitamento praticamente nulo e apenas servem para as estatísticas, porque na realidade, e até ao momento, não surgiram golos de bola parada.

Em tempo de descontos, ainda deu para assistir à expulsão de Jeffreson que, não obstante a má conduta do arbitro, a inteligência do jogador - já amarelado - também fica a mercê do que é expectável num ser humano. E ainda, a um número digno de Circo, com os responsáveis do Belenenses a entrarem dentro de campo antes do árbitro terminar a partida. Vale tudo neste nosso futebol...

O técnico leonino tem muita coisa a rever. A inclusão de André Martins no onze será uma delas, o tema finalização também tem que ser revisto e, com muito trabalho, tem que procurar inverter a situação.

Nada melhor do que uma vitória no regresso à Liga dos Campeões, não achas Marco?