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Um derby no Pavilhão de Alvalade

por 19 de Setembro de 2014Mão Verde, Os textos do Damas0 Comentários

Sábado à tarde, algumas horas antes do jogo frente ao Belenenses, a onda verde começava a aglomerar-se perto do recinto de Alvalade. Enquanto não chega a hora de ir apoiar os rapazes do futebol, no pavilhão João Rocha, havia jogo grande frente ao eterno rival. Dava-se início a uma tarde desportiva, como nos bons velhos tempos. E nada melhor, que inaugurá-la com uma bem fresquinha na roulote das “Boas”, só para afinar a garganta. Com a GameBox Modalidades na mão, e a GameBox Champions na carteira, estávamos mais que preparados para assistir ao primeiro grande derby desta época na nova casa de Alvalade.

A turma de Frederico Santos, deu um verdadeiro recital de andebol frente a um benfica, incapaz de superar uma muralha chamada “Ricardo Candeias” e ainda mais insuficiente, para travar o poderio colectivo desta equipa, – tanto ofensivamente como defensivamente. Os 28-21 no marcador, são o reflexo de uma superioridade constante e uma tomada de posição, muito vincada, sobre aquilo que pretendemos: O título.

Nesta partida, Pedro Solha, apesar dos 10 golos marcados e de uma magnifica exibição como primeiro defensor no 5+1, não recebe o prémio de Man of the Match. O Sporting, no Sabádo, contou com a ajuda de uma exibição monstruosa, notável, monumental, assombrosa, memorável… por parte de Ricardo Candeias. Com um número de defesas (23), superior ao número de golos sofridos, o guarda-redes leonino, fechou todos os ângulos e abafou a maioria das bolas rematadas por partes dos atiradores encarnados, deixando-os atordoados com tamanha eficácia do número 16. Ricardo Candeias, foi gigante! Aquele que foi galardoado com o prémio de melhor guarda-redes na época anterior, continua a justificar e a demonstrar que é o melhor do campeonato nacional. O actual guarda-redes da selecção Nacional e do Sporting clube de Portugal, foi, sem sombra de dúvidas, o MVP desta partida.

Com as sucessivas defesas, Candeias, empolgou a nova casa. Muitos cânticos, muitas palmas e muita emoção. Finalmente estávamos em casa e há muito tempo, que não vivíamos um ambiente tão contagiante. Daqueles, que nos fazem recordar as tardes de Domingo na Nave de Alvalade.

O Pavilhão estremeceu nos festejos da vitória. O barulho era ensurdecedor. A atmosfera do novo pavilhão João Rocha, fervilhava como a alegria de voltar a viver momentos assim. A cada conquista desta – e de outra qualquer- modalidade, é impossível para todos nós, não esboçar um sorriso. É um sentimento de orgulho incomensurável voltar a gritar no Pavilhão de Alvalade. Afinal, eu ainda sou do tempo, em que se jogava em Almada, Loures e Mafra.