• gil
  • jo

“Os golos são como o Ketchup”

por 22 de Setembro de 2014À saída do estádio0 Comentários

O melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, numa altura em que atravessou um período de 16 meses, sem marcar golos pela selecção das quinas, justificou-se, em conferência de imprensa, com a seguinte expressão: “Os golos são como o ketchup, quando aparece é tudo de uma vez". E é neste "Ronaldês" de Cristiano (uma língua tuga-o-madeireise-o-portunhol) que se encontra a história do jogo frente ao Gil-Vicente. Ou seja, ontem em Barcelos, o Sporting virou o frasco de pernas para o ar, bateu-lhe com a palma da mão e deu um sabor especial a uma exibição muito agradável.

Quatro tomates de qualidade fizeram a receita para este molho. Num jogo que foi de sentido único do princípio ao fim, a equipa leonina colocou um ponto final na escassez de golos e regressou às vitórias de forma contundente. Marco Silva, deu um toque especial à base do molho. Acrescentou João Mário a esta receita e de imediato se notaram algumas diferenças. O Sporting entrou autoritário e ainda dentro do primeiro quarto de hora, resolveu com duas "tomatadas" fora da área ( Adrien e Nani), uma partida em que agitou o frasco e até ao fim ainda deu tempo para fazer o gosto ao pé por mais duas vezes.

Mas este "Tudo de uma vez" como diz Cristiano Ronaldo, resulta também da colheita do tomate. Ontem, Nani, Adrien e João Mario, foram de uma qualidade extrema. O extremo português voltou a responder sobre os passos atrás na carreira, Adrien fez-me um manguito porque eu lhe tinha dito que parecia cansado e João Mário deu um high five à posição de número 10 no meio campo leonino.

O timoneiro dos leões, mexeu na equipa. A entrada de Jonathan Silva - que protagonizou uma boa estreia - era óbvia e a mudança no miolo obrigatória. O escolhido foi João Mário e este não pediu licença para aproveitar e comprar uma GameBox banco para André Martins. O número 17 do Sporting, foi o toque especial (e que faltava) ao futebol atacante do Sporting. João Mário foi muito importante na última fase de construção, na procura constante de espaços vazios e  fundamental nas zonas de decisão. Muito participativo no ataque leonino, nunca se esondeu. Pedia a bola, fazia-a circular na relva e com um ou dois toques colocava-a redondinha nos pés dos colegas. Com 21 anos, fez os primeiros 90 minutos de leão ao peito, com uma classe daquelas que não engana e demonstrou-o com duas assistência para golo (Slimani e e Carrillo).

Nesta luta de quem foi o melhor em campo, também está Nani. O extremo que voltou para ser feliz, apesar de displicente em algumas lances na parte final do encontro, foi a par de João Mário o melhor em campo. Os lances de maior perigo resultam sempre das suas arrancadas. Nani, voltou a marcar e demonstrar que está cada vez mais forte e mais confiante. Com uma alegria a fazer relembrar o Nani dos velhos tempos, parte para cima de todos os adversários sempre com um ritmo frenético e com um drible desconcertante. Enquanto que em Old Trafford se continua a viver um pesadelo, Nani tem em casa um ambiente mais tranquilo e que lhe devolve a oportunidade (e o sorriso) de fazer os seus famosos saltos mortais.

Ainda nos destaques individuas, a última nota vai para Rui Patrício, que completou 200 jogos ao serviço do Sporting. O "Marrazes" que já leva 13 anos, a defender o nosso grande amor, é cada vez mais uma referência e um símbolo do clube. O único desejo, é o de que o "Mula", faça mais duas centenas de jogos.

O Sporting, frente ao Gil-Vicente aplicou a "chapa quatro". Como quem diz: Agitou o frasco, virou-o de pernas para o ar, bateu na palma das chuteiras dos jogadores e, voilá... apareceram os golos.