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O Ice Bucket Challenge do Sporting

por 18 de Setembro de 2014À saída do estádio, O Sporting lá fora0 Comentários

O Sporting esteve à beira de entrar a ganhar nesta edição da Liga milionária. Adiantou-se no marcador com um grande golo de um Super Nani, a 10 minutos do fim, no entanto, já em tempo de compensação – a quarta vez esta época-, Maurício e Sarr, deixaram cair os três pontos por água abaixo.

Que grande jogador! Nani, é claramente um jogador de outra dimensão. O seu papel no Sporting para esta época é simples: É ele e mais 10. Nani, foi sempre o mais inconformado. Digno da camisola que usa, lutou pela equipa, incentivou os colegas, sofreu faltas, marcou cantos, livres, correu, defendeu e marcou um golaço que colocava o Sporting muito perto de encaixar um milhão de euros.

Ao longo da partida e até ao minuto 93, é impossível afirmar que o Sporting não criou oportunidades,- as suficientes para que a equipa de Marco Silva conseguisse, inclusivamente, matar o jogo. Ao contrário daquilo que se temia pela falta de experiência de alguns jogadores leoninos, para este encontro, esse detalhe acabou por ter pouco relevo ou significância. A equipa leonina é claramente superior e individualmente muito mais capaz. Contudo, frente à equipa mais acessível ( para não ser deselegante) que vamos encontrar nesta competição, voltámos a não ser capazes de marcar por mais que uma vez. Slimani e Mané, estiveram muito perto, mas o gigante guardião do Maribor parava tudo. Depois Carrillo, a falhar por duas vezes consecutivas. O peruano, aparece cara-a-cara com o guarda-redes e primeiro, desperdiça uma oportunidade clamorosa por falta de classe, e à segunda, na recarga, por ter classe a mais, enviou a bola para a gaveta mas esta acabou por embater com estrondo na trave.

Um dos aspectos mais negativos nesta nova era de Marco Silva , prende-se com a intermitência na forma de jogar da equipa ao longo dos 90 minutos – para nós agora é um pouco mais -. Da mesma forma que o Sporting conseguia chegar facilmente até à área contrária, o Maribor, através (única arma possível) de bolas paradas era capaz de fazer soar o alarme da frágil defesa leonina. Para esta instabilidade exibicional muito tem contribuído o sector do meio campo. William, continua longe do que nos mostrou e habituou, Adrien, vem no seguimento do que fez frente ao Belenenses e o pequenino André Martins é , neste momento, uma teimosia de Marco Silva.

Após 45 minutos, o treinador tirou o número 8 e colocou João Mário em campo. E esta é uma solução. João Mário, parece ter mais andamento que André Martins. Fisicamente mais possante e criativamente mais forte, com a sua entrada o tridente do miolo aumentou a intensidade. Porém, João Mário não é a unica opção. O menino Carlos Mané, apesar de ter entrado para o lugar de Carrillo, é a meu ver o sucessor natural de André Martins no onze e já a pensar no jogo de Barcelos. Ao contrário do que acontece com André Martins, estes putos não se amedrontam e dão o peito às balas. Mané, chega com muito mais facilidade e rapidez à área contrária, é forte no um-contra-um e tem uma boa relação com o golo.

No meio de pouca clarividência e muita insistência, Nani, volto a referir, fez um golaço e deixou as portas da vitória leonina na Eslovénia, completamente escancaradas. Até que, em tempo de compensação, e mesmo depois dos avisos na pré-época e na jornada inaugural do campeonato frente a Académica, o Sporting voltou a perder pontos, desta vez, pontos que se pagam muito caro.
Saar e Mauricio, a dupla de centrais, são o núcleo duro de um sector extremamente depauperado. Acompanhados por um Cedric, que não esteve mal, mas que quase sempre centrou de forma displicente, e por um Jeffreson, que terá realizado uma das piores exibições com a camisola do Sporting.

E ao minuto 93, numa bola pingada, esta dupla comete um enorme disparate ( novamente elegante) e oferece um donativo no valor de 500 mil euros ao Maribor. Depois de um mau alivio do central francês, a bola sobra para Maurício que não foi capaz de fazer aquilo que tão bem sabe (o chutão para a frente), acabando por colocar a bola no avançado do Maribor que, agradecendo o gesto, atirou a contar.

Numa espécie de auto-nomeação, o Sporting aderiu ao Ice Bucket challenge. Maurício foi o mentor da iniciativa, arrastando consigo toda a equipa e colocando o Sporting num estado de alerta tremendamente perigoso. Afinal de contas: 5 jogos, 4 empates; 5 golos marcados, 4 sofridos.