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O futuro da nação e um adepto sempre presente!

por 15 de Setembro de 2014Os textos do Damas0 Comentários

Soou o apito final no derby contra o Belenenses e toda a gente meteu as mãos na cabeça. Afinal, 6 pontos perdidos em 12 possíveis poderia deixar-nos a uma grande distância do primeiro lugar já à quarta jornada. O empate dos ainda lideres na cidade Berço veio colocar um pouco de água na fervura. Continuamos apenas a 4 pontos do topo mas não é assim tão descabido ligar já as sirenes. É que não é pelos pontos… é pelos nervos!

Ora vejamos: Na primeira jornada sofremos aquela baldada de água fria mesmo no final do jogo em Coimbra, na segunda arrancámos uma vitória a ferros nos instantes finais do encontro frente ao Arouca e na terceira, não fosse São Artur, e poderíamos sair da Luz com uma injustiça de resultado. Desta vez, não conseguimos assumir a liderança do marcador contra algum anti-jogo e táctica defensiva por parte dos azuis do Restelo e jogámos até aos 90 minutos com o “credo” na boca, sem resultados práticos.

A solução passa por marcar golos. Simples como a própria essência do futebol. Até agora, o que fizemos por jogo foi apenas 1 golo e não esperaremos ficar invictos quanto a defender pois teremos sempre de nos sujeitar às tácticas frutíferas dos adversários. O tal “único” golo que valeu 3 pontos foi mesmo aquele em casa à segunda jornada. Se nos restantes jogos tivéssemos feito mais um (no mínimo) contaríamos as vitórias pelo número de jogos no campeonato. É pouco para uma comunidade que sabe bem que a equipa é capaz de mais. Porque já o fez no passado.

O mais incrível é que num cenário improvável estaríamos numa situação em que já não dependemos de nós para sermos campeões. Isto acontece à 4ª jornada, depois de termos defrontado o eterno rival lisboeta que leva mais 4 faltando ainda vir jogar a nossa casa. O pior da meia dúzia de pontos seria se fosse feito com 2 vitórias e 2 derrotas, o que quereria dizer que tínhamos sido batidos. Com 3 empates sempre dá para ter só meios problemas, os da finalização. Carrillo ainda a toque de “rasgos”, Nani neste último jogo mais preponderante e o Slimani, perdulário, certamente já saberão esta parte. Resta que o trabalho de todo o conjunto venha a dar frutos num futuro, o mais próximo possível de preferência.

Era bom que a felicidade fosse contagiada tanto pelo andebol como pelo futsal. Se por um lado os pupilos de Nuno Dias esmagaram o SL Olivais por 7-1, no jogo dos aéreos e 7 metros, os jogadores mostraram quem mandou no derby lisboeta com a expressiva vitória por 28-21 frente ao Benfica. A crónica detalhada será dada sexta-feira, na Tasca do Cherba na rúbrica: “Os Sete Magníficos”.

A toalha não será nunca atirada ao chão. Já se nota algum desconforto na parte afectiva dos amantes verde e brancos para com o treinador Marco Silva ou alguns jogadores. Faz parte do processo. Eu próprio mudaria algumas peças no nosso tabuleiro de xadrez mas não dou os treinos e não sei o que se passa por lá. É confiar em quem está no comando até porque. muito foi feito e acredito, que muito ainda se irá fazer. O único ambiente que se pode controlar é mesmo do lado de fora do campo, é notório em qualquer parte por onde passemos.

Um ambiente que fica, no entanto, de luto com a perda de um irmão. Ilídio Manuel Nunes Esteves faleceu infelizmente no Estádio José Alvalade durante o jogo Sporting-Belenenses. Aparte os métodos utilizados assim como a estranha actuação policial, que gerou alguma contestação (e que terão de ser prioritariamente reavaliados), o momento será sentido pela inteira nação sportinguista e desde já endereçamos os sentidos pêsames à família, assim como foi comunicado pela parte do Sporting Clube de Portugal e d’Os Belenenses.

Uma excelente dedicatória ao sócio nº 34.133-0, de 43 anos de idade, seria bem vinda com uma boa exibição na Eslovénia, frente ao Maribor, na quarta-feira, e se possível com a tão esperada vitória. Caro Ilídio, pelos adeptos, por ti!

– Por cada “Leão” que cair, outro se levantará! (António Oliveira)