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Um sonho de menino

por 29 de Agosto de 2014Hoje é a tua vez0 Comentários

No passado sábado o despertador tocou às 04:30, de madrugada, está claro, mas, não fiz a habitual ronha característica dos dias em que tenho que trabalhar. Cara lavada, cabelo penteado e alegria redobrada. Aqui vamos nós, fazer mais de 300 kms,para ver o maior. Sempre a falar, da bola, dos reforços, do nosso grande amor. Poucos foram os minutos em que o silêncio reinou, excepto, quando de repente e após um emaranhado de prédios aparece o nosso estádio, a nossa casa, aí o silêncio apareceu apenas quebrado por um: “aí está ele”! O maior e o mais bonito estádio do mundo, aí está ele. E pouco tempo depois aí estávamos nós, no interior do nosso templo.

Numa cerimónia muito especial o nosso presidente fez questão de homenagear os sócios que completavam 25 anos e receber um a um, tirando uma foto com cada um dos homenageados. Na sala ao lado assistíamos a tudo, olhávamos para aqueles quadros todos como se estivéssemos no Louvre, percorremos os cantos todos daquela sala e, ao fundo avistamos uma placa que dizia, “acesso ao relvado”.

“Não deve ser para nós”! Comentávamos. Uma vez que éramos apenas acompanhantes do nosso amigo, o sócio homenageado. Mas era, e em poucos segundos estava no relvado. Olhando em volta, e a imaginar-me ali, aos pontapés à bola, comentava: aqui só não joga mesmo quem não souber ou quem não amar o nosso Clube, pois num relvado destes, num estádio destes, só quem não quiser. E a seguir, sentado no banco, imaginava-me a comandar o nosso Sporting, a transmitir a cada jogador o valor e a história do nosso clube. Em seguida, passei pelo museu e lembrei-me da velha máxima de que, quem vive de história são os museus, é verdade, mas são muitos troféus, muitos títulos e muitas histórias.  Entretanto, paralisei quando vi a camisola de Schmeichel, recordando o dia em que a comprei, em que me senti felicíssimo por a ter, foi uma prenda de anos fantástica.

Depois estivemos à conversa com W. Carvalho e Alex.  Bruno de Carvalho, fez-me recuar 20 anos e pensar quando idolatrava, Figo, Balakov e o quanto queria ter falado com eles. Quando a noite começou a cair, o estádio começou a encher, e lá estávamos nós, dentro do grandioso Alvalade. Ver Carlos Lopes, ser homenageado ali a escassos metros de mim, ver que o nosso presidente não se esquece de quem tanto deu ao nosso clube, faz-me sentir ainda mais orgulhoso do nosso Sporting. E as lágrimas? As lágrimas do Sr Maratona, em pleno relvado, fizeram-me sentir especial por pertencer a um clube especial. Em seguida vieram os gritos, os cânticos, os saltos da cadeira, o sofrimento, o regresso de um filho pródigo, e os 3 pontos de um objectivo alcançado.

Que grande dia este, com 30 anos, sentia-me ali como se fosse uma criança. Que bom é sentirmo-nos bem, especiais, sentir e viver o futebol e o nosso clube como algo a que temos acesso – os jogadores, presidente, tudo. Se vos estou a descrever este dia, desta forma, e me senti conforme vos conto, imaginem um leãozinho que me acompanhou neste dia memorável e que tem apenas, 14 anos.

Saudações Leoninas.

 

Nota: O blogue “As Redes do Damas”, será sempre um espaço de Sportinguismo e para Sportinguistas, de tal forma que continuamos a dar “voz” a quem nos tem acompanhado. Na rubrica “Hoje é a tua vez”. deixamos o texto de um amigo da casa, que vive longe de Alvalade, mas que tem sempre o Sporting no coração.

damas@asredesdodamas.com