Carrillo faz o 1-0 contra a Académica

Isto não é como começa…

por 17 de Agosto de 2014À saída do estádio0 Comentários

«Os primeiros 30 minutos foram de grande qualidade. Chegámos à vantagem e tivemos oportunidades suficientes para matar o jogo. Na segunda parte o jogo ficou um pouco partido. Com a expulsão acabámos por não conseguir ter bola. Em termos da entrega e atitude dos jogadores não tenho nada a apontar. Foi um jogo de muitas contrariedades: a lesão do Cédric, a expulsão do William. Os jogadores deram tudo mas hoje não fomos felizes»

Esta foi a análise do técnico leonino no final da partida e, diga-se de passagem, este é o retrato perfeito daquilo que se passou durante os 90 minutos. Um Sporting soltinho no inicio da partida, com muito mais pedalada que a turma do Paulo Forcado, mas que se foi esmorecendo à medida que o tempo passava, chegando mesmo a ficar encostado às cordas perante um adversário que é substancialmente inferior em todos os aspectos futebolísticos e desportivos.

Entrámos frescos e com um ritmo elevado. Os nosso leões circulavam bem a bola, alternavam entre a a zona central e os corredores laterais e com um futebol acutilante deixavam claro que o golo era uma questão de minutos até aparecer. Numa das incursões de Jeffreson, este coloca a bola ao segundo poste e Carrilo, o melhor em campo, atira de cabeça, provocando uma enorme explosão de alegria nas bancadas pintadas de verde e branco.

O mais difícil estava feito, pensei eu. Um golo aos 15 minutos e uma pequena demonstração de bom futebol durante os primeiros trinta, tiveram o efeito de me iludir e fazer pensar que estavam ali, escancarados, os primeiros três pontos da Liga 14/15. Infelizmente, foi pura ilusão…

A máquina de Marco Silva, que parecia estar bem oleada, começou a dar sinais de que ainda não está no ponto. Perdeu ritmo e intensidade, não carregou no acelerador para fazer o segundo e numa infantilidade de William Carvalho, o Sporting passa de um jogo seguro, a uma complicação desnecessária.

O estado de espírito da equipa abanou. A Académica, com muita fuçanguice pelo meio, foi encostando os leões as cordas. Aproveitou-se da vantagem numérica para adiantar as suas linhas, partiram para cima do Sporting, e no último quarto de hora criaram duas boas oportunidades para empatar. O primeiro aviso chegou da cabeça do avançado Rui Pedro que ficou a centímetros do poste, o segundo, um valente disparo de Rafael Lopes ao qual São Patrício respondeu com uma monumental defesa, adiando o empate.

Com o Sporting, durante um largo período do segundo tempo, a colocar-se a jeito, a Académica marcou, imagine-se… nos descontos!
Enquanto roía as unhas e “rezava” para que o jogo terminasse, na minha cabeça pairava um dos problemas de pré época: os golos para lá do tempo regulamentar.

O Sporting perde dois pontos em Coimbra, mais por culpa própria do que por mérito do adversário. Os leões abrandaram na segunda parte e a paragem cerebral de William ( espero que sirva de lição), condicionou, e muito, a prestação da equipa.

De Coimbra levamos um ponto, contudo, há mais algumas coisas que nós podemos levar da cidade dos estudantes: Um Carrillo diferente, um Adrien de classe, uma agradável surpresa chamada Naby Sarr, um Heldon que não tem estofo de leão e um Montero que cumpre 20 jogos sem marcar…
Há coisas boas e más, contudo ainda agora a procissão vai no adro. Sábado, por vocês e por nós, estamos em Alvalade, porque – é bem velho e é verdade – isto não é como começa, é como acaba.

Sporting sempre