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Há música em Alvalade!

por 2 de Agosto de 2014À saída do estádio0 Comentários

Voltou-se a fazer a festa em homenagem aos Cinco Violinos. Desta vez, em mais uma noite de gala, Alvalade acolheu a Lázio de Roma e voltou a vencer a terceira edição do troféu.

Ontem, os leões subiram ao palco e apresentaram-se aos sócios e adeptos, não naquele estilo tão clássico como a orquestra que conquistou a Europa, não naquele timbre melódico que Jardim deu à equipa mas sim, com um registo mais intenso, com mais presença e com um entusiasmo capaz de cativar o público.


É notório que Marco Silva gostou do reportório que a banda de Alvalade tocou na época passada e aproveitando o que está feito e bem feito, decidiu acrescentar mais algumas notas para que se toque com mais alegria, mais dinâmica e mais qualidade.

Na baliza; Marcelo Boeck é um grande guarda-redes mas Rui Patrício é o número 1 da baliza do Sporting. Foi chamado quando foi preciso e o resultado foi aquele que se viu.

Na defesa; Jeffreson precisa de mais jogos e mais concorrência para se incorporar neste modelo do treinador leonino e Cedric continua a cumprir e a dar sinais de que este ano com um Carrillo mais maduro, o lado direito tem tudo para ser uma pista de formula 1. Com William Carvalho a encostar nos centrais, ficam os laterais libertos para percorrer em toda a largura do campo e acrescentar profundidade ao ataque leonino. No eixo da defesa, uma parede chamada Maurício e um Marcos Rojo que, se isto fosse "Pro Evolution Soccer", jogou a vermelhão! O número 3 leonino entrou em campo em forma de parede mas com o cimento ainda por secar.  Apesar de duas falhas e alguma tremedeira inicial em nada fizeram abanar o nosso Xerife, antes pelo contrário, tiveram o condão de o projectar para uma exibição onde acabou como se fosse uma parede de betão. Depois o argentino, chegou, viu e jogou. Rojo esteve em bom plano, a sua moral está em altas mas meter-se a fintar perto da área é algo que o meu coração dispensa bem. Tirando este apontamento, é um prazer continuar a ver o argentino de leão ao peito.

No meio-campo; William ao contrário do que foi apanágio a época passada, foi a peça menos importante dos três elementos do meio-campo. Ainda à procura da melhor forma, o King precisa de mais ritmo, mais jogos nas pernas e mais pulmão. Aproveito para deixar o meu cartão amarelo a William: É evidente que o jogador não se cuidou tão bem como no ano anterior em que conseguiu conquistar um lugar no plantel e ser uma das principais figuras do campeonato. Houve um desleixe e agora terá que correr atrás do prejuízo, até porque, Marco Silva tem um ca(rossell) de opções para esta posição. Depois, surgem os dois elementos que dão vida à actuação desta equipa. Adrien a marcar o ritmo e o compasso, e André Martins com a batuta nos pés, permitem que todos os outros sejam arrastados para este recital de futebol. Jogam e fazem jogar, constroem e destroem, defendem e atacam, marcam e dão a marcar. Foi um jogo onde não houve o melhor em campo, porque um sem o outro a música não toca.

No ataque; Capel, é capel. Esforçado, dedicado e de mochila às costas, vai tentando dar uns acordes mais agitados mas que nem sempre servem para melhor a qualidade do som. Depois, o peruano que não parece ser Carrillo. Este tem mais brilho, mais energia, e se ao seu talento conseguir juntar umas doses de maturidade, Carrillo tem tudo para ser um caso sério esta época. Por último, é favor de avisar alguém para trazer café ou outra coisa qualquer lá da Colômbia. Montero, está longe do que nos mostrou, mesmo que ainda tenha pormenores, a falta de confiança na hora de finalizar é gritante e por demais evidente. Faltam golos a Freddy, falta-lhe aquele clique para voltar a reacender a relação que tem com o golo.

Substituições; Uri Rossell é uma excelente contratação e vai trazer muitos problemas para William. João Mário será a sombra de André Martins mas sempre à procura de um lugar ao sol e Tanaka a dizer a Montero para ter cuidado. Carlos Mané, demonstra pouca vontade contudo parece estar mais solto. Paulo Oliveira, será o 4º central. E, Shikabala, não sei se é bom, sei que é um "brinca na areia", que tem pezinhos, contudo jogar futebol é outra coisa... Apesar disso, o faraó do Egipto consegue mexer com o público, incendiar o ambiente e isso pode ser um factor a ter em conta quando as coisas em casa estiverem complicadas e seja preciso o 12º jogador fazer mais um forcing.

Em suma, numa noite para recordar uma orquestra de violinos, foi com um concerto de rock puro e duro com que a equipa de Marco Silva brindou o público. A multidão de Alvalade acompanhou com entusiasmo os novos sons da equipa leonina. A energia, o entusiasmo e alegria vinda das bancadas foi determinante para que o concerto fosse quase perfeito.

Sporting sempre