• x2
  • fedry

Corações de Leão!

por 25 de Agosto de 2014Os textos do Damas0 Comentários

Um ano e seis dias depois de termos “atropelado” o Arouca em Alvalade no arranque da época transacta, eis que voltamos a defrontar o “Estoril” da região norte do país. São boas as memórias que guardamos dessa partida, para além do resultado impiedoso, vimos nascer nesse dia um matador chamado Montero, que parecia conseguir marcar golos de qualquer forma e para todos os gostos. Não podíamos ter começado da melhor forma. Exibição fantástica, resultado expressivo e um avançado que estava ao nível da nossa grandiosidade. Ficou para a história um dos melhores arranques de campeonato.

E por falar em história, a de Sábado, foi bem diferente e as memórias que ficam seguramente não são tão inesquecíveis, num jogo onde o melhor foi mesmo o resultado. A exibição esteve longe de ser a que todos esperávamos (o meu coração que o diga), foi sofrer, sofrer, sofrer até não haver mais sofrimento (e coração). Pegando nas palavras do locutor da Antena 1: “tal como a vida, o futebol pode ser uma das coisas mais bipolares do mundo, num segundo vai-se da tristeza extrema à alegria enorme”. Penso que estas palavras descrevem na perfeição o que se passou com o coração de qualquer sportinguista que estivesse a seguir o jogo. Oportunidades de golo? Houve e até foram algumas. Freddy Montero tem sido claramente perseguido por um azar que teima em não desaparecer, tendo mesmo de ser o “salvador” Mané a desatar um nó e a activar o “vulcão” Alvalade. E Jefferson? Mais parecia um extremo, o lateral esquerdo brasileiro, com cruzamentos que mais pareciam cartas de amor dirigidas aos seus colegas dentro da grande área, falhou apenas o aproveitamento dos mesmos ao não corresponderem da melhor forma ao tremendo “romantismo” do número 4 verde e branco.

No jogo de Sábado, mostrámos - mais uma vez - que, até ao apito final do árbitro é "vindima" e por isso há que acreditar até ao fim. O apoio incondicional de todos os que marcaram presença nas bancadas foi um dos aspectos mais positivos. Estiveram ao lado da equipa até ao último segundo de jogo, mesmo nos momentos em que o futebol praticado não era aquele que mais desejaríamos de ver, as vozes cantavam e incentivavam, tentando sempre dar mais alento a uma equipa que muitas vezes parecia desinspirada. Nenhum outro estádio canta como o de Alvalade... é arrepiante, contagiante, é um dos muitos motivos que me faz ter orgulho em ser sportinguista.

A primeira vitória deste campeonato fica claramente marcada por um 12º jogador, pelos milhares que deram as boas vindas à equipa em casa, que foram incansáveis e que nunca baixaram os braços ou viraram as costas ao jogo. Isto sim é amor, isto sim é paixão, esforço, dedicação, devoção. E ao minuto 92, surge a glória, vestida de justiça, a premiar aqueles que sempre acreditaram que era possível vencer, que a qualquer momento o tão teimoso golo surgiria. É isto que temos de fazer sempre. Acreditar, apoiar, e quando as coisas correrem menos bem, apoiar ainda mais e acreditar ainda mais. Em troca apenas exijo que a equipa dê sempre o seu melhor, que jogue com cabeça mas com muito coração, que faça por merecer cada golo e que jogue com gosto e com respeito pela camisola. Enquanto assim for, terão todo o meu apoio. Agora, é acreditar que da luz podem vir mais 3 pontos e até lá há coisas para Marco Silva corrigir. Eu acredito!