SportingTV01

Anarquia é para meninos!

por 13 de Agosto de 2014Os textos do Damas0 Comentários

Depois de ter visto o presidente Bruno de Carvalho a falar para a SportingTV como sendo alto representante da instituição e não como um chefão do próprio canal fiquei ainda mais fã deste tipo de iniciativas para o esclarecimento global do universo verde e branco, ao invés de continuarmos a ser malhados por pseudonews de comunicação social barata e selectiva de algumas inverdades que servem apenas para destabilizar o que tem sido sempre estável nestes lados.

Não estou aqui para mais uma vez dizer que a estrutura sportinguista é que reina e que as outras não percebem o que fazem de torto e de direito mas se formos a ver todos os intervenientes que existem nas últimas novelas passadas podemos começar a tirar as medidas do que é uma anarquia ou uma simples obra do acaso.

Os Media:

Os órgãos de comunicação social controlam todos os cenários visto que são eles próprios que transmitem a informação de forma mais directa ao público. Se disserem que fulano A ou B são oriundos de más famílias quem somos nós para ir à terra deles e conhecer os progenitores? O povo acredita embora que, se no dia seguinte, sair a mesma notícia virada ao contrário a desmentir a primeira, volta a depositar a fé nas mesmas fontes pensando que mesmo assim se encontram permanentemente em cima dos acontecimentos.

O Público:
O público é altamente influenciável e apenas sente necessidade de comprovar as boas novas quando se trata do próprio tecto a cair. Se for a casa do vizinho (de quem até não se gosta muito) o público irá no imediato mandar à cara que foi fogo posto, negligência ou mau funcionamento deliberado.

Os Agentes:
Nos desenhos animados do Dexter’s Laboratory a irmã Didi gostava de entrar laboratório a dentro e carregar em tudo o que era botão. “What do this button do?!” vinha sempre antes do click que estragava tudo. O agente tem esse poder também. É ele que trata dos contratos e basta dizer a um jogador que o mesmo pode fazer birra para ter uma vida melhor que fica o caldo entornado. Os jogadores passam assim a ser influenciados pelo agente do caos acreditando que irá sempre resultar para proveito próprio enquanto que o tal burocrata desportivo esfrega as mãos às escondidas babando-se assim para mais uma comissão rentável à custa dos outros.

Os Jogadores:
A vida de um jogador é feita de um contrato com um início e um fim. Pode haver uma extensão, uma redução e uma cessação mas nunca por iniciativa do mesmo, sem causas concretas para apresentar. Slimani e Rojo esticaram essa corda e, acreditando que a influência é feita pelo próprio agente, os mesmos não se encontram isentos de culpas mas a ter que alterar alguma coisa deveria ter de ser pela extinção da lapa que os consome pelas costas.

Os Orgasmos Fingidos:
Altas promessas, pilares fundamentais, jogadores prestes a rebentar, São os casos de Dier e Bruma, entre outros, que nem sempre pelos mesmos motivos têm o caminho todo aberto para escreverem o nome no clube. Acabam por sair pela porta pequena, influenciados ou não, procurando melhores condições salariais o que lhes retira algum amor à camisola que tenham transmitido verbalmente tantos anos a fio. Tudo se esperaria deles pois estavam como diamantes em bruto ainda por lapidar mas foi-lhes dito que o caminho já estava feito e agora o sucesso desportivo encontra-se no virar da esquina. Na maior parte dos casos o arrependimento demora anos a chegar mas até lá… os tais agentes já não estão presentes para re-aconselhamentos.

Os Resultados:
É por isto que aspiramos mas não é com isto que queremos acabar. A equipa B não é nunca considerada um castigo para a A mas sim um patamar de sustento para a mesma. Há quem ganhe quase tudo para depois vender o plantel inteiro ao preço de tuta e meia explicando no fim que afinal os jogadores eram mais de outras pessoas que deles próprios. Não se pode construir uma casa a começar pelas telhas e o sustento não pode nascer directo com os resultados desportivos mas sim o contrário. Quando os outros começarem a chorar cá estaremos para vender lenços de papel…

Posto isto em que deveremos acreditar daqui por diante? Em nós mesmos, pois! Vou continuar a ler jornais por pura recreação mas não esperem um queixo caído cada vez que vier um Manchester, um Barcelona ou um Bayern buscar alguém para os seus projectos. Porque aqui o tal “buscar” não existe. Vêm, pagam a cláusula e até podem prometer castelos ao jogador para que possa assinar. Amor à camisola tenho eu, os que cá estão e ainda aqueles que só saíram porque a proposta foi vantajosa para todas as partes. TODAS!

Verde, logo existo!