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Abram alas para o Sporting!

por 8 de Agosto de 2014Os textos do Damas0 Comentários

E porque isto não pode ser só potenciar qualidades, os derradeiros testes já terão de ser considerados como finais. Não tanto para o clube mas mais ainda para os jogadores que têm assim a última oportunidade de mostrar o porquê da sua aposta regular na época que se avizinha. O estádio Riazor será o escolhido para a cena final da pré-época leonina e tanto o faraó Shikabala como o escocês Gauld não farão parte desta etapa, porém, por razões distintas. Fokobo passará, no entanto, como jogador ainda a “limar” visto que a sua aposta deverá continuar pela equipa B.


O que esperar do Troféu Teresa Herrera? Já vimos que o nosso sistema de jogo mostra um nível superior ao aceitável mas há ainda uma segunda de mão a dar. Sofrer golos na parte final do jogo já desperta alguma preocupação nos adeptos que se lembram certamente na vitamina (K)elvin que faltou aos nossos vizinhos há pouco mais de um ano mas que melhor altura para isto nos acontecer que não na pré-época. Há assim tempo para corrigir.

Tanto contra a Lázio como contra o Al Ittihad a consequência foi a mesma (empate) mas as causas poderão ter sido bem diferentes. Contra os italianos conseguimos o pleno no “Troféu 5 Violinos” mas a melhor vitória considero que tenha sido a troca de bola ao 1º toque com os jogadores sempre a procurar o espaço vazio, a pressão alta por parte dos nossos avançados e quando o adversário também o fez tivemos uma rápida capacidade de análise e de solução na parte mais recuada do nosso terreno. Até nos pontapés de baliza já não foi recorrente o sistema tradicional de posicionar a bola mais para o lado por onde a mesma tinha saído. O Rui Patrício muitas vezes centrou o esférico ao meio da baliza, talvez para manter uma equidistância entre os centrais/laterais e a bola. Pode não parecer uma tática demolidora mas nestes pequenos detalhes irá começar a surgir um maior dinamismo.
No Egipto, nada de agravante a assinalar. De certo não vimos o 11 inicial, a festa era deles, o ambiente era (quase todo) deles e o facto de termos uma identidade a definir para jogadores que há uns meses nem se conheciam baixou um pouco a fasquia. Por ter sido descontração ou até nervosismo… os jogos são todos para ganhar e claro que os erros já foram identificados no tempo ideal, mesmo antes dos jogos oficiais.

Tendo já visto Marco Silva no Estoril a fazer saltar para a ribalta jogadores como Evandro e Gonçalo Brandão, não é de estranhar que o jogador sensação dos jogos de preparação nesta época tenha sido também alguém que actua na organização mais avançada da tática. André Martins tem estado em destaque e poderemos esperar dele uma época acima das outras mas Adrien também se está a tornar um Sr. Zinedine Zidane tal a calma com que “parte os rins” aos adversários.

Preocupa-me mais neste momento as alas que nos têm dado algumas dores de cabeça nos últimos anos o que faz com que muitas das assistências para finalização tenham a exclusividade de Cedric e Jefferson. Se o Carrillo tem altos e baixos porque esperaríamos mais que a sua técnica pudesse ser o maior factor de desequilíbrio dos laterais contrários, o Capel continua a sprintar em 90 por cento das vezes sem dar o melhor fim à jogada. Já o Heldon ainda não segurou nenhuma posição de destaque no nosso ataque o que o deixa apagado mais vezes do comum e o Wilson foi emprestado. O Shikabala e o Gauld continuam incógnitas até uma explosão contínua de 2 ou 3 jogos que os pudesse fazer de apostas regulares e tantas outras opções ficam dependentes do sistema tático e da oportunidade que será dada. Se algum deles a agarrar será sempre bom para o seio do grupo, e do clube.

Não mais pretendemos que as bolas sejam centradas para as bancadas. Apostando novamente no Slimani como abre-latas contra os pequeninos que só defendem o nosso jogo aéreo vai precisar de bastantes cruzamentos (e bons) enquanto que tornamos o nosso sistema central o mais rentável do país. Os pontapés de meia distância e os livres também são precisos mas com o treino serão mais visíveis nos jogos. A altura ideal para as alas será este fim de semana, em Espanha. Ah, e queremos mais este troféu para o Museu porque amigos, amigos… futebol à parte!

Verde, logo existo!