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A hora do Presidente

por 22 de Agosto de 2014O Sporting lá fora, Os textos do Damas0 Comentários

Após a entrevista ao presidente Bruno de Carvalho na Sporting TV ficaram evidentes os esclarecimentos a algumas dúvidas nossas (e de rivais, é certo) da actualidade desportiva do universo da maior potência desportiva nacional, a nossa.

Objectivo da Formação:

Aposta nos jovens jogadores.

Não existe exclusividade pelo que se poderão contratar mais valias e não existe nenhum grande clube do mundo que utilize imperativamente apenas jogadores da sua formação.

Importância da Equipa B:

Objectivo de ganhar sempre.

Dar competitividade aos juniores que sobem de escalão para que não sejam constantemente emprestados para ganhar rendimento.

Dar ritmo aos jogadores observados e menos utilizados pelo plantel principal.

Expectativas das Contratações:

Em todo o mundo do futebol a adaptação e o resultado nem sempre correspondem às espectativas.

No final do dia terá sempre de existir um balanço positivo. E existe no presente.

Não há desilusão nos jogadores mesmo tendo feito parte do final da pior época desportiva do Sporting Clube de Portugal. Desilusões só com a vertente humana de algumas pessoas. Pessoalmente não existiu nenhuma com os jogadores.

Caso Dier:

Estar a ter sucesso não é novidade.

Não era possível segurar o jogador por causa de uma cláusula concreta em caso de surgir uma proposta de 5 milhões de Inglaterra.

O Sporting esteve perto de um novo contrato com Eric mas houve um volte face do pai e empresário.

Não existiu possibilidade de fazer um esforço financeiro igual para ficar com o jogador.

Estava a ser titular. Ficou alguma tristeza por ter saído.

Dier teve esta opção que não ficou melhorada com a entrevista que deu.

Bruno de Carvalho espera encontrar Dier mas que o Sporting vença categoricamente para ver que saiu de um grande clube.

Como se processam as contratações?

Por exemplo foram identificadas algumas debilidades ao nível do plantel (1 defesa esquerdo, 1 médio após saída de Rinaudo, necessidade de ter 3 pontas de lança).

Todas as contratações passam pela estrutura Scouting/Técnica/Desportiva sob observação directa ou indirecta.

Existe um gabinete de observação de jogos sem necessidade de ir ao local (campeonatos e eventos desportivos).
Jogadores trazidos por agentes são observados.

Existe uma hierarquia que tem no topo o responsável máximo de futebol e presidente da SAD, Bruno de Carvalho.

Chegada do Nani:

Seja em que modalidade for o fundamental é o grupo. Não alimentamos o que é o mais e o menos do plantel sendo que até os jogadores dispensados foram fundamentais nos resultados positivos da época passada.

Foi considerado por “melhor contratação da temporada” pela imprensa generalizada.

Tanto se falou da semana horrível para o Sporting, com a também saída do Dier, o treino aberto foi uma resposta e homenagem aos que apoiaram a equipa em Coimbra e uma promessa de querer fazer mais e melhor agradecendo aos adeptos.

Um jogador que decide voltar a casa e dá um voto de confiança à direcção e adeptos, abdicando de parte do vencimento e recusando colossos europeus.

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Rojo ficou directamente relacionado ao negócio Nani?

Além de erros graves a serem cometidos por televisões, rádios, revistas… um negócio foi o Rojo e outro foi o Nani.

Já estava tudo tratado com Nani e Rojo ainda estava a fazer exames médicos. Existindo a remota possibilidade de falharem os exames o Nani já estava garantido visto que foram 2 negócios independentes com a mesma entidade (Manchester United).

Nani sempre teve vontade de voltar e nunca existiram recuos. Apenas se discutiram as condições da proposta e já existiu vontade em ter Nani desde Dezembro passado.

 

O caso de o líder da claque fazer escolta ao Nani no aeroporto pode ser um acto de promiscuidade entre claques?

No Sporting não existe. Foi uma pessoa que veio do público e que acabou por fazer todo o percurso. É uma questão pertinente que não deve ser feita ao Sporting. O Sporting respeita adeptos, associados, grupos organizados, (Juventude Leonina, Directivos, Torcida Verde e Brigada).

Há uma ligação de respeito e de obrigação. Não há nenhum género de promiscuidade entre clube e claques.
Compreende-se a dúvida porque pode dar uma imagem que não é da realidade.

 

O pedido de desculpas por parte do Rojo pode ser considerado por alguns um sinal de hipocrisia?

Bruno de Carvalho – Fui entusiasta da ideia porque olhamos para um jogador que no passado, por exemplo, em festividades familiares expressava nas redes sociais a felicidade com o símbolo do Sporting. No mundial também surgia em fotos a filha com a camisola do Sporting. Devemos ser frios, pragmáticos mas também devemos olhar para as situações.

Um ser humano e como atleta que tinha prazer em demonstrar alegria com o clube. Queria reconhecer o erro e pedir desculpa.

WILLIAM CARVALHO  SHIKABALASPORTING 14/15

O caso William e a expulsão em Coimbra:

Excelente profissional e nunca deu razões de queixa.

É insultuoso algumas insinuações que foram feitas sobre o William ter a cabeça fora do Sporting. É Falso.

Como amante do futebol posso considerar que a primeira falta não tem motivo para ser penalizada. Na segunda falta é uma questão de critério e era passível de ser dado amarelo mas existiram entradas similares dos jogadores da Académica que não deram origem a cartão.

Uma coisa são cláusulas e outra são negócios excelentes e até agora não recebemos nenhuma pelo William.

Se tivéssemos intenção de fazer a venda já o teríamos feito há alguns jornais que estão a competir entre si pelo valor. Houve um jornal que disse 44 milhões e ainda liguei para lá a dizer que estava vendido mas eles disseram que não estavam compradores.

Quando voltar estará em condições de fazer o melhor pelo Sporting.

As declarações do presidente Académica:

O nível de dirigismo do futebol é baixo. É um dos elementos que não traz nada de novo ao futebol.

Está sempre à espera que alguns clubes lhe digam se é para abanar a cabeça para a esquerda e para a direita.

O Adrien merecia mais respeito por parte de uma pessoa que está numa casa por onde já passou. Não me espanta nada porque é um daqueles elementos que não está a fazer nada no futebol.

Acerca das eleições na Liga:

De toda a análise feita acreditamos que tem de existir nova eleição sem se repetirem irregularidades.

Houve pessoas que disseram que nunca mais seriam candidatas e ainda há pessoas que já não têm a mesma força e vontade de integrarem listas.

O futebol precisa de várias alterações e o Sporting vai continuar a lutar por elas.

O caso Doyen:

Estes contratos são tão abusivos daquilo que são os direitos de uma parte (SCP) que sentimos necessidade de resolver o contrato.

O Sporting considera que volta tudo à sua condição anterior. Os passes (Labyad e Rojo) voltaram para o Sporting porque consideramos que a nível legal os contratos são nulos.

Analisámos juridicamente e vimos nos mesmos as razões da sua nulidade. As percentagens neste momento são do Sporting e apenas terão de ser restituidas as verbas.

Estamos a defender algo que sabemos ter razão, com factos esclarecidos no Brasil e em França. Toda a gente pode ver uma reportagem em França sobre os negócios Mangala, Falcao, etc.

Os sportinguistas tenham calma que isto vai ser tremendo..Viu-se no caso Bruma em que não tivemos medo de enfrentar um problema. Estamos a terminar uma queixa ao TAS com exposição à UEFA e à FIFA porque é um assunto que lhes interessa e está a prejudicar o futebol.

O Sporting e os agentes:

A nossa relação com agentes é normal de trabalho. De respeito.

A situação do BES afectou em algum momento o Sporting?

Compreendo que seja uma preocupação dos sportinguistas mas não. A restruturação ainda não está concluída porque falta a isenção de um imposto por parte das finanças (algo que já aconteceu com outros clubes) mas está tudo assinado e acordado. Independente do que aconteceu ao banco não está em causa a restruturação da dívida.

Acerca de “bocas” alusivas a um perdão de dívida beneficiando o Sporting Clube de Portugal:

Não existiu nenhum perdão de dívida. Colocando o foco em cima do nosso clube podemos comparar esse pseudo perdão de dívida a factos passados com os nossos vizinhos:

– Quais as razões que levaram a KPMG a deixar de ter auditores a trabalhar com esse clube em Janeiro de 2014?

– O clube continua a não fazer cumprir a lei (decreto-lei 36A de 2011) ao não apresentar as contas consolidadas. Não se conhece a realidade financeira integral (passivo integral consolidado). O do Sporting é de 443 milhões de euros em 30 junho de 2013, o do Porto é de 259 milhões e desse clube estima-se entre os vários relatórios de contas 480 e 500 milhões.

– Desconhecem se os detentores das unidades de participação do fundo. O seu presidente, em Janeiro de 2013 disse que há fundos e fundos, criticou a UEFA de limitar os fundos de investimento em jogadores, já que é proibida a partilha de espaços entre atletas.

– O Benfica Stars Fund é um fundo cumpridor mas utilizam outro género de fundos. Ou conhecem a origem dos dinheiros desses fundos, entre os quais a Doyen ou então têm de corrigir a informação anterior.

– O Sporting viu a dívida escalonada em 20 anos. O Benfica então faz o seu revolving (vai pagando criando uma nova dívida) e acham que é melhor em vez de se definir algo concreto num prazo.

– Em Junho de 2006 houve um despacho a favor do Benfica para que as acções do clube fossem consideradas “boas” o que permitiu a regularização de toda a sua dívida fiscal. Essa decisão levou a que a Direcção Geral dos Impostos passasse ao clube uma certidão a declarar que as suas dívidas estavam regularizadas. Essa situação permitiu que esse clube recebesse dinheiro público para construir o seu estádio. Mas não é falado porque o importante é o falso perdão de dívida ao Sporting.

– Ainda, pudemos ler no Jornal de Negócios em 28 de Janeiro de 2010 uma notícia a explicar uma conclusão da Polícia Judiciária em como o Benfica tinha sido ajudado em 65 milhões de euros.

“O Sporting Clube de Portugal tem mais de 3 milhões de pessoas e é a maior potência desportiva nacional. Já chega de pessoas incapacitadas de gestão para lançar poeira para cima de nós.”

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Qual o ponto de situação da Missão Pavilhão?

Com a decisão do Conselho de Administração dos 10 milhões ficam a faltar cerca de 660 mil euros (661.584 na hora da entrevista).

Numa semana ou duas acabamos o concurso. Após saber-se qual o vencedor entregamos à Câmara o processo de aprovação e damos início à construção.

Era impossível que avançássemos para um projecto sem o aval dos sportinguistas. Essa mobilização foi fundamental e ainda continua a ser.

Precisamos de mais novos sócios para alimentar a competitividade das modalidades e o objectivo é poder ser campeão em todas elas.

O pavilhão servirá para honrar dirigentes e atletas que há uma década que andam com a casa às costas.