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Novos Sonhos

por 4 de Julho de 2014Os textos do Damas0 Comentários

O tradicional regresso ao trabalho das equipas de futebol profissional está aí e com ele as novidades habituais. Entre entradas e saídas, há sempre muitas alterações que estão já feitas mas também outras virão, nomeadamente até ao encerramento da janela de transferências. E como o que nos interessa é o Sporting Clube de Portugal, interessa olhar muito atentamente a como a equipa agora orientada por Marco Silva se irá organizar.

A campanha a todos os níveis positiva da temporada passada, apesar da opinião de alguns arautos que a devem apenas a demérito dos adversários, mostrou que o novo paradigma de organização do Sporting deu resultado. A aposta em elementos jovens, com vontade de singrar ao mais alto nível e preferencialmente dos escalões de formação leoninos, deu certo. Assim como a aposta em mercados ditos alternativos, pouco observados pela grande maioria dos emblemas representativos do futebol mundial, também deu frutos.

Nesta temporada 2014/2015 o foco parece ser o mesmo, mas com outro ponto que acho importante ser realçado. Quando a equipa se apresentou para estágio, o plantel já parece estar formado, estando agora dependente dos elementos que estiveram no Campeonato do Mundo e de negócios que poderão surgir, principalmente relacionados com esses elementos.Esta vantagem pode ser muito importante quando temos pela frente uma temporada muito desgastante, bastante distante do que foi a passada, em virtude da participação na Champions League. Um plantel mais extenso será imperativo, pelo que todos os sectores da equipa foram reforçados e a entrada de mais jovens vindos da equipa secundária poderão trazer a irreverência que qualquer equipa necessita.

André Geraldes permite que haja mais concorrência, principalmente na lateral direita, assim como Paulo Oliveira dá a Marco Silva um elemento que, a juntar-se a Rojo, Maurício e Dier, dá garantias de, qualquer que seja a dupla de centrais utilizada, tenha sempre qualidade evidente. No meio-campo, Rosell e Slavchev dão também mais opções para um sector que, na temporada passada, quando se via privado de um outro elemento se ressentia de forma abruta.
Mais à frente, Gould é um médio ofensivo irreverente e imprevisível que, adaptando-se perfeitamente, poderá ser um caso sério em Alvalade. Por seu lado, Tanaka é o género de avançado que fazia falta. Apto a jogar pelo meio ou pelas alas, tem muita intensidade e tem a motivação de, agora na Europa, mostrar-se e assumir um lugar na sua seleção nacional.
Há mais. Há Mané, Shikabala, Slimani, William Carvalho, Montero, Adrien e muitos mais que, já na temporada passada nos fizeram sonhar. Espera-se é que agora não nos façam apenas sonhar, que nos levem também a agarrar os títulos que se pretendem com as nossas garras.

Sporting não de Lisboa, mas de Portugal