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Cheira bem, cheira a Sporting!

por 14 de Julho de 2014À saída do estádio0 Comentários

Que bom que é sentir a confiança que paira no ar e que vai ganhando cada vez mais dimensão no reino do Leão. Depois de anos difíceis, as nuvens negras vão finalmente desaparecendo, dando lugar a um sol forte e brilhante que começa a iluminar Alvalade. Este sim, é o Sporting que todos nós merecemos, ambicioso, com espírito vencedor e sedento de grandes confrontos e vitórias. Já vestimos a camisola - ainda que a feijões - e as conclusões que podemos tirar dos 90 minutos jogados nos Açores são as seguintes: já temos rotinas de jogo, boa troca e circulação de bola e acima de tudo muita confiança e atitude por parte dos jogadores.

Depois de uma época para a qual não impusemos qualquer objectivo, a não ser o de ganhar jogo a jogo, o inicio desta nova época revela-se muito diferente. Era esta a evolução que todos queríamos ver, apesar de ser ainda muito cedo para estar a tirar grandes conclusões, é legitimo afirmar que o espírito está todo lá. A confirmar tudo o que estou a dizer, temos as palavras de Adrien Silva. O médio do Sporting, ainda na ressaca de um campeonato no minímo sensacional, chega-se à frente sem medos e a admite que «este grupo quer ganhar títulos».

Certamente que Tanaka, Rosell, Gauld e companhia estão já contaminados com o “vírus” da garra do Leão. Quanto à questão da Liga dos Campeões e a passagem aos oitavos-de-final, o camisola 23 foi realista e alertou para que os pés ficassem bem assentes no chão, contudo finalizou o discurso afirmando que dentro do campo nada é impossível. São onze contra onze, a bola é redonda, o campo não é inclinado para nenhum dos lados e por isso partimos em posição de igualdade para cada jogo que disputarmos. Basta olharmos para a última edição da prova para ver que nem sempre são precisos planteis milionários (caso do Atlético de Madrid) para se poder sonhar com o “caneco”. É claro que vamos nadar num mar repleto de tubarões, estamos conscientes disso, mas dependendo do grupo que nos calhar, nunca se sabe se os oitavos não poderão ser uma luz ao fundo do túnel.

E por falar em canecos, o Troféu (do) Pauleta já cá canta. Que seja este o primeiro de muitos, esperamos todos nós. Num jogo de sentido único e no qual o resultado pecou apenas por ser escasso, ficaram registos muito positivos dos pupilos de Marco Silva. Estávamos todos muito curiosos para ver os reforços em acção e pessoalmente penso que temos motivos para estar satisfeitos. Se me permitem, começaria por destacar Rosell. Parece uma máquina. Percentagem de passes falhados? Nula ou quase nula. Visão de jogo? Sensacional. Condução de bola? Elegante e ao mais alto nível. Foi mesmo o grande destaque da primeira parte. Jogámos bem, controlámos o jogo, a posse de bola e tivemos boas investidas pelo lado direito do ataque que poderiam perfeitamente ter dado origem a um golo.

Na segunda metade do jogo e com nove substituições ao intervalo se não estiver a errar nas contas, chegaram finalmente os golos. Com o Sporting em completo domínio, a entrada de Shikabala no jogo foi decisiva e foi talvez a que mais se fez sentir. O "faraó do Egipto" esteve em todo lado naquele meio campo. Atacou, ajudou a defender e quando acelerava com a bola nos pés era um “ai alguém nos acuda” para o adversário. E a coroar uma bela exibição, um golo com qualidade técnica e frieza, tirando um adversário da frente em plena grande área e a rematar sem qualquer hipótese de defesa para o guarda-redes. Nota 10 para o egípcio que foi sem dúvida um dos homens do jogo. Nos destaques surge ainda o nome de Capel. O "mochilas" vestiu a pele de agitador de jogo que tão bem lhe conhecemos e com um cruzamento de morte escreveu o seu nome na lista de assistências para golo. Wilson Eduardo agradeceu e disse que sim à bola fazendo o segundo tento. Fácil. O último destaque vai para João Mário que entrou muito bem no jogo.

Infelizmente, depois do segundo golo, quase que deixei de conseguir ver jogo. Os “soluços” constantes e prolongados da transmissão deixaram-me à beira de um ataque de nervos mas nada podia fazer quanto a isso. Para aqueles que estão a ler este artigo e que não tiveram a possibilidade de ver a partida, fica um resumo do jogo de sábado.

Em suma, penso que temos as condições necessárias para fazer mais e melhor do que na temporada anterior. Estamos ainda no inicio dos trabalhos mas no entanto já se vê postura e atitude. Mantém-se a identidade da equipa, a qualidade da troca de bola e o saber ter a bola nos pés. Mesmo os jogadores menos utilizados e os miúdos da equipa B estiveram à altura dos acontecimentos e em nada desiludiram. Foi apenas um teste, é certo ou um treino se lhe quisermos chamar, todavia começámos bem e Marco Silva já terá ficado com algumas ideias. Uma delas será certamente a de que não vai ser fácil escolher um 11 inicial. Algumas posições serão mesmo uma "dor de cabeça" no sentido positivo. Vamos esperar pelos próximos acontecimentos, que venham mais jogos para podermos cimentar ideias e opiniões. Estou convicto que a partir daqui será sempre a subir. Cheira bem, cheira a Sporting!

 

Sporting, tu vais vencer!